Programadores de verdade não usam Java >>
Quando era um newbie (e um wanna-be) gostava de ler o "Real Programmers Don't Use Pascal", um texto humorístico que mais me influenciou e encorajou a caminho da iluminação C/C++ do que o livro de K&R. A partir dele, supunha eu, ser um "programador de verdade" era ser tudo. Ser um Quiche Eater (Comedor de Torta) não era nada. Programadores de verdade é que resolvem os problemas de verdade! Quiche Eaters são os losers que estudam os conceitos acadêmicos da ciência da computação e nunca fazem um maldito programa que preste (conhece alguém assim?).
Piadas à parte, para mim o humor do texto ainda pode ser aproveitado por aqueles que já se acham muito bons e acreditam não terem mais como crescer profissionalmente. Quando meu ego infla demais, ainda me lembro que enquanto programo com APIs de brincadeirinha e um sistema operacional que é uma piada tem gente projetando uma nave que vai sair da órbita do Sistema Solar!
Por outro lado, muitas pessoas recém-saídas da faculdade de computação ainda acham programação uma matéria difícil. Esse texto nos lembra que difícil era a vida 20, 40, 70 anos atrás, quando engenheiros e programadores eram a mesma pessoa, e quando se você não soubesse o que estava fazendo colocaria projetos de milhões em risco.
Por consequência, o programador de verdade vive no passado. E ele sempre se valoriza frente ao povão jovem, porque ele sabe resolver aquele problema de tela azul que mais ninguém sabe. E como eu costumo dizer, parafraseando uma figura ilustre da televisão brasileira, quem tem medo de abrir o Visual Studio e em vez disso fica projetando eternamente o software não vai muito longe: "quem sabe faz na hora!".
Aqui segue um breve resumo do texto original adaptado para os tempos atuais e com a minha visão preconceituosa de pensar sobre o assunto. Se quiser, use sua parte politicamente correta da mente e critique à vontade!

É um imenso prazer constatar que hoje, mais de dez anos depois de eu ter iniciado minha caminhada pelo mundo da programação C/C++, temos uma reação de blogues e saites prontos para elucidar questões simples e avançadas dessas duas linguagens que ainda não morreram e, se depender de como as coisas andam, ainda vão durar pelo menos mais uns dez anos (sim, não sou tão otimista assim).
Seis meses se passaram desde que defini o cronograma para um projeto importante (mas não urgente) que deveria ser entregue cinco meses atrás. O tempo em dias que estimei na época não havia mudado nada, mas uma
Por isso mesmo, com uma preocupação constante em minha cabeça, decido desestressar um pouco e ter um almoço bem alargado (quatro horas) em um outro bairro, em outro ambiente, com uns velhos amigos para jogar alguma conversa fora. Nada como a vida fluindo devagar para fazer esquecer detalhes menos essenciais, como trabalho e estresse no trabalho. Sou obrigado nessa hora a parafrasear o sócio mais espirituoso de nossa empresa, que coincidentemente estava presente no almoço: "mas, afinal de contas, quem foi que definiu que a vida tem que ter trabalho e estresse?".
Em um ambiente multithreading, diversas threads disputam "a tapas" a atenção do processador (CPU). Certo? Podemos dizer que, em um ambiente com muito processamento a realizar, de certa forma é isso que acontece. São threads e mais threads rodando um
Uma
Quase todos os problemas do Universo são resolvidos depois de um belo dia de depuração, código comentado/descomentado/recomentado e umas muitas e boas doses de café. Alguns outros problemas mais cabeludos precisam de uma boa noitada na frente do computador, e mais café. E, finalmente, existem aqueles que nem tomando o estoque inteiro de café a coisa anda.
Saindo mais um do forno.
Um tipo nada mais é que do que uma forma (ô) de bolo, que molda a memória como acharmos melhor moldá-la. Bom, para isso fazer sentido é necessário explicar memória, que é um conceito mais básico ainda.
Nessas últimas semanas tenho gastado meu tempo junto da mais nova pupila da 

