Como ser um melhor desenvolvedor em 2008
Wanderley Caloni, 2008-01-02

#programação

Aproveitando que está se aproximando meu prazo final para minhas resoluções de seis meses atrás, e o DQ já fez o _checklist _dele, vou dar uma espiada na minha lista de desejos atual e fazer uma nova lista para 2008.

Fazer um curso de memorização

Comecei, fiz vários exercícios, mas ainda não acabei todas as aulas. Descobri que a memória pode ser muito mais bem treinada do que realmente é, e existem técnicas bem pensadas que fazem isso sem muito mais esforço do que apenas tempo despendido. De fato todos nós já temos uma memória incrível, só precisamos treiná-la adequadamente.

Como comecei e ainda não parei considero esta tarefa realizada (começar e ganhar ritmo é o mais difícil) e estendido para 2008 inteiro.

Fazer um curso de leitura dinâmica

Comecei, fiz quase todos os exercícios e terminei. De fato melhorou em muito minha capacidade de concentração na hora de ler um texto rápido, embora eu ainda fique com muito sono quando faço isso. O importante agora é nunca deixar de treinar, e melhorar cada vez mais o poder dos movimentos oculares.

Aprender o meu ritmo

Não existe milagre, mas existem coisas que podemos fazer para ajudá-lo a acontecer. Foi isso que aprendi durante minhas inúmeras tentativas de dominar o tempo e o espaço no desenvolvimento de software. Aprendi muita coisa, inclusive que escritórios não foram criados para serem lugares produtivos, e quase sempre é necessário se defender dos riscos que a internet faz para a saúde.

Enfim, essa tarefa também terminou. Agora é só manutenção constante e disciplinada.

> > #### Conclusão > > _Por fim, considero se achar melhor depois de ter melhorado um ou dois itens da vida profissional uma "escrutinisse", tão inútil quanto achar-se já um desenvolvedor muito bom. Porque a qualquer hora podemos cometer novamente aquelas besteiras que fazíamos há cinco anos, e a qualquer hora podemos ter idéias brilhantes. O importante, na minha opinião, é aprender exatamente por que erramos e por que acertamos. Aprender exatamente, e lembrar-se disso, pode ser um enorme catalisador de anos de depuração aleatória._

Lista de tarefas inusitada

Sem estar na lista previamente concebida, comecei a fazer outras coisas de maneira mais eficiente, seja relacionado ao trabalho ou não:

  • Aprender o leiaute do teclado Dvorak. Treino todo dia cinco minutos há três meses a digitação usando esse leiaute, porque é mais simples, mais rápido e dói menos os dedos.

  • Anotar todas as coisas importantes. Seja uma idéia nova, uma idéia sobre uma idéia, ou até mesmo melhoramentos em algum software que dou manutenção, é importante manter tudo anotado, porque sabe-se lá quando isso vai ser usado. Mas, quando for, quem vai se lembrar?

  • Bloguear constantemente. Apesar dos sacrifícios que isso às vezes causa, é edificante nunca “deixar a bola cair”. Minha regra é sempre publicar um artigo dia sim, dia não durante a semana. Em uma semana começo na segunda, em outra na terça, e assim sucessivamente. Tem funcionado desde que reiniciei o blogue há seis meses, e espero que continue assim.

  • Usar novo controle de versão em casa. Há um mês mais ou menos conheci o Mercurial, que é um sistema de controle de versão muito leve e não-centralizado, duas coisas que fazem uns sininhos soarem em minha cabeça. Ele é baseado conjunto de modificações e merge, duas coisas a que não estou acostumado e me forcei a aprender.

Nova lista de tarefas

Não é muito difícil definir essa lista, pois ela na verdade são as mesmas duas listas que citei anteriormente. Comecei a fazer essas coisas seis meses atrás. Para um fumante de fato parar, uns cinco anos de abstinência é um bom indicador. Acredito que, para um hábito se enraizar, um ano e meio pode ser de bom tamanho.