História do Windows - parte 1.0

2007/06/26

Devido à grande procura através de mecanismos de busca (vulgo Google), estarei republicando esse artigo dividido em partes (até porque existem partes não acabadas), cada parte descrevendo um conceito geral do que representou cada versão do sistema operacional.

Windows 1.0

Tudo começou em 1981, quando chegou às lojas o primeiro IBM PC, uma poderosa máquina de 4.7mhz, 64(KB!) de RAM e um drive de disquete de 160KB. Já havia sido lançado em agosto o MS-DOS, sistema operacional encomendado pela IBM à empresa recém-criada por Paul Allen e Bill Gates, a Microsoft Corporation. O DOS foi baseado num sistema básico anterior produzido pela Seattle Computer Products.

No mesmo ano uma empresa chamada Xerox pôs ao mundo uma estação de trabalho gráfica chamada Star. Do Star vieram os conceitos de janelas, ícones, e o uso de um hardware apontador de tela chamado de mouse. De lá foram tiradas, portanto, as principais idéias que moldaram a criação dos futuros sistemas operacionais que revolucionaram o conceito de interação computador/usuário, como o LISA, da Apple - que mais tarde também deu origem ao Macintosh - e o sistema gráfico da Microsoft chamado Windows.

Em novembro de 1983 a Microsoft Corporation anuncia oficialmente, no Plaza Hotel em Nova York, o Microsoft Windows, a próxima geração de sistemas operacionais que irá ter uma interface gráfica para o usuário (GUI) e ambiente multitarefa. É possível que o nome original do sistema tivesse sido Interface Manager se um dos gênios do departamento de marketing da Microsoft, Rowland Hanson, não tivesse convencido o fundador da empresa, Bill Gates, que Windows seria um nome melhor por ser mais intuitivo. A promessa inicial dizia que o sistema iria ser lançado em abril do próximo ano.

No início daquele ano, então, foi mostrada uma versão beta aos chefões da IBM, que não se mostraram muito entusiamados. Na verdade, a criadora do Personal Computer estava trabalhando num novo projeto que substituiria o sistema original da Microsoft, o MS-DOS.

Surgiram concorrentes potenciais do Microsoft Windows. VisiOn, da VisiCorp, foi a primeira GUI oficial lançada para PC. GEM (Graphical Environment Manager), lançada pela Digital Research no começo de 1983. No entanto ambos careciam do suporte de desenvolvedores para a plataforma. Ora, se ninguém quer fazer programas para um sistema, quem vai querer comprá-lo?

Um produto chamado Top View fora lançado pela IBM em fevereiro de 1985, baseado em DOS com um gerenciador multitarefa, mas sem uma GUI. Era lento e precisava de muita memória. Acabou sendo descontinuado dois anos depois e nunca chegou a ter uma interface gráfica.

Antes do lançamento do Windows, advogados da Apple alertavam sobre a possibilidade do sistema infringir os direitos e patentes que a empresa tinha sobre as características da sua interface gráfica, a LISA (janelas com barra de título, menus drop-downs, suporte a mouse, etc). Daí o fundador da Microsoft, Bill Gates, teve a idéia brilhante de firmar um contrato de licença com a Apple, dando-lhe o direito de incluir em todas as futuras versões do Windows e programas os conceitos de GUI adquiridos pelo sistema gráfico da Apple (isso antes do Windows ser lançado).

Finalmente, em 20 de novembro de 1985, a Microsoft lança o Windows 1.0, quase dois anos depois da promessa inicial. Foi vendido inicialmente por U$100. Continha em seu pacote: MS-DOS Executive, Calendar, Cardfile, Notepad, Terminal, Calculator, Clock, Reversi, Control Panel, PIF (Program Information File) Editor, Print Spooler, Clipboard, RAMDrive, Windows Write e Windows Paint.

O novo sistema não fez muito sucesso de imediato. Pelo contrário, foi considerado lento e primitivo. Devido às limitações impostas pela Apple o sistema não pôde apresentar certas características como a sobreposição de janelas e a famosa lixeira (um conceito proprietário da Apple). Ficou cerca de dois anos boiando no mercado até que foi lançado um produto chamado Aldus PageMaker 1.0. PageMaker foi o primeiro programa WYSIWYG (What You Seee Is What You Get) para o PC. Tinha a grande novidade de juntar tipos e gráficos no mesmo documento. Depois de um ano, a Microsoft lança uma planilha de cálculos chamada Excel. Mais tarde outros produtos como Microsoft Word e Corel Draw ajudaram a aumentar a popularidade do Windows, embora esse ainda precisasse de muitas melhoras.

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