A Revolta de Atlas e a Moralidade do Egoísmo de Ayn Rand -- Parte III (Final)

Craig Biddle

2016/10/17

Como todo código de ética, o egoísmo tem implicações políticas definidas. Assim como a moralidade do autossacrifício estabelece as bases para um tipo específico de sistema de político – no qual o governo obriga as pessoas a se sacrificarem (por exemplo, o socialismo, o comunismo, o fascismo, a teocracia) – a moralidade do autointeresse também estabelece as bases para um tipo específico de sistema político – no qual o governo desempenha um papel inteiramente diferente.

Nota do autor: Esta é uma versão estendida de uma palestra que apresentei em diversas universidades ao longo dos últimos anos.

A questão básica na política é: Quais são os requerimentos da vida humana em um contexto social- O que, a princípio, as pessoas devem fazer – ou deixar de fazer – a fim de viver reunidas de uma maneira civilizada- Aqui, Ayn Rand faz outra identificação crucial. Uma vez que, para viver, nós precisamos pensar racionalmente e agir de forma correspondente, nós precisamos ser possibilitados de agir acordo com o nosso julgamento. A única coisa que pode nos impedir de agir de acordo com o nosso julgamento são as outras pessoas. E a única maneira pela qual elas podem nos parar é por meio da força física. Citando Rand:

“É somente por meio da força física que um homem pode privar o outro de sua vida, ou escravizá-lo, ou roubá-lo, ou impedi-lo de perseguir seus próprios objetivos, ou obrigá-lo a agir contra o seu próprio julgamento racional.

A precondição de uma sociedade civilizada é a exclusão da força física das relações sociais – estabelecendo assim o princípio de que se os homens desejam lidar uns com os outros, eles só podem fazer isso por meio da razão: pela discussão, persuasão e concordância voluntária, não coagida.” 1

Se alguém põe uma arma em sua cabeça e lhe diz o que fazer, você não pode agir de acordo com o seu julgamento. A ameaça de morte torna seu julgamento irrelevante; você agora tem que agir de acordo com o julgamento do atirador. Se ele diz: “Dê-me sua carteira”, você tem que lhe dar sua carteira. Se ele diz, “Tire suas roupas,” você tem que fazer isso. Se ele diz: “Não se oponha aos meus decretos,” você não deve se opor. Você tem que fazer o que ele disser, ou você levará um tiro na cabeça. O seu próprio julgamento – o seu método básico de sobrevivência – foi anulado e agora é inútil.

E não faz diferença se o atirador é um bandido solitário, ou um grupo de bandidos, ou a KGB, ou os senadores e o presidente do nosso país que cada vez mais rápido se deteriora. Quando quer e em qualquer medida que a força física seja utilizada contra você ou contra mim ou contra qualquer pessoa, a vítima não pode agir de acordo com o seu julgamento, o seu método básico para viver; portanto, ela não pode viver plenamente como um ser humano. É por isso que o egoísmo racional sustenta que a iniciação da força contra as pessoas é maligna. É maligna porque é antivida.

Com base nessa identificação, Rand estabeleceu a defesa objetiva dos direitos individuais. Como a força física utilizada contra uma pessoa é factualmente contrária às exigências da sua vida – e desde que a vida é o padrão de valor – nós precisamos de um princípio moral para nos proteger daqueles que tentam usar a força contra nós. Esse princípio envolve o conceito de direito individual. Citando Rand:

”“Direito” é um conceito moral – o conceito que fornece uma transição lógica dos princípios que guiam as ações de um indivíduo aos princípios que guiam a sua relação com os outros – o conceito que preserva e protege a moralidade individual em um contexto social – o elo entre o código moral de um homem e o código legal de uma sociedade, entre a ética e a política. Os direitos individuais são os meios de subordinar a sociedade à lei moral.

Um “direito” é um princípio moral que define e sanciona a liberdade de ação de um homem em um contexto social.” 2

A palavra chave aqui é ação. Assim como a vida é o padrão de valor e requer ação dirigida a objetivos, então o direito à vida é o direito fundamental e refere-se à liberdade de ação. O direito à vida é o direito de agir da forma como a vida requer – o que significa, de acordo com o próprio método básico de sobrevivência – o que significa, de acordo com o julgamento da própria mente.

Todos os outros direitos são derivados deste direito fundamental: O direito à liberdade é o direito de ser livre da interferência coercitiva dos outros. O direito à propriedade é o direito de manter, usar e alienar o produto do seu próprio esforço. O direito à busca da felicidade é o direito de perseguir as metas e os valores da sua própria escolha. O direito à liberdade de expressão é o direito de expressar o seu ponto de vista independentemente do que os outros pensam dele.

E pelo fato de que um direito é uma sanção para agir, ele não é uma sanção para receber bens ou serviços. Não pode haver tal coisa como um “direito” a receber bens ou serviços. Se uma pessoa tivesse um “direito” de receber comida, ou uma casa, ou assistência médica, ou educação, o que isso implicaria em relação às outras pessoas- Implicaria que as outras têm que ser obrigados a fornecer-lhe esses bens ou serviços. Implicaria que algumas pessoas devem produzir enquanto outras dispõem do seu produto. Como afirmou Rand “O homem que produz enquanto outros dispõem do seu produto é um escravo.”

“Se alguns homens são intitulados por direito aos produtos do trabalho dos outros, isso significa que esses outros são privados de direitos e condenados ao trabalho escravo. Qualquer suposto “direito” de um homem que exija a violação dos direitos de outro, não é e não pode ser um direito. Nenhum homem pode ter o direito de impor uma obrigação não escolhida, um dever injustificado ou uma servidão involuntária a outro homem. Não pode haver tal coisa como “o direito de escravizar”.” 3

O Norte dos Estados Unidos lutou (e felizmente ganhou) uma guerra legítima contra o Sul sob o princípio de que nenhum direito de escravizar pode existir. Rand torna explícita a razão fundamental pela qual este princípio é verdadeiro. A razão pela qual a vida de cada indivíduo deve legalmente pertencer a ele mesmo é porque a vida de cada indivíduo moralmente de fato pertence a ele mesmo. Cada indivíduo é moralmente um fim em si mesmo – e não um meio para os fins dos outros. Cada indivíduo tem o direito moral de agir de acordo com o seu próprio julgamento para o seu próprio benefício – e de manter, usar e alienar o produto do seu esforço – desde que ele respeite o mesmo direito dos demais.

A ética Objetivista reconhece que a fim de viver como seres civilizados – em vez de senhores e escravos – nós precisamos de um sistema social que proteja os direitos de cada indivíduo à sua vida, liberdade, propriedade e à busca da felicidade. O único sistema social que faz isso – de forma consistente e por princípios – é o capitalismo laissez-faire. Citando Rand:

“[O capitalismo laissez-faire] é um sistema onde os homens lidam uns com os outros, não como vítimas e algozes, nem como senhores e escravos, mas como comerciantes, através de trocas livres e voluntárias para benefício mútuo. É um sistema onde nenhum homem pode obter quaisquer valores de outras pessoas recorrendo à força física, e nenhum homem pode iniciar o uso da força física contra os outros.” 4

A única função do governo, em tal sociedade, é a tarefa de proteger os direitos do homem, isto é, a tarefa de protegê-lo da força física; o governo age como agente de legítima defesa do homem, e pode usar a força apenas em retaliação e somente contra aqueles que iniciaram seu uso.” 5

Os cidadãos de uma sociedade laissez-faire delegam o uso de força retaliatória ao governo e assim tornam a paz da nação possível.

É claro que, em uma situação de emergência, ou quando a polícia não está disponível, ou quando não há tempo para recorrer ao governo, os cidadãos estão moralmente e legalmente justificados a usar força retaliatória se necessário. (Se alguém está correndo atrás de você com punhal, você está moralmente e legalmente justificado a atirar nele.) Mas para vivermos juntos como seres civilizados, e não como jagunços rivais, as pessoas devem deixar tal força ao governo sempre que possível. Como afirmou Rand, “O governo é o meio de colocar o uso retaliatório da força sob controle objetivo.” 6

Em uma sociedade capitalista, se alguém prejudica uma pessoa fisicamente ou danifica a sua propriedade ou ameaça fazer uma dessas coisas – e se isso pode ser demonstrado por meio de provas – então a vítima tem bases para os recursos legais e, quando for o caso, para a compensação. Por exemplo, se alguém frauda um homem, ou ameaça assassiná-lo, ou joga lixo em seu quintal, ou envenena seu reservatório de água, ou infringe a sua patente – ou de qualquer outro forma causa a ele ou à sua propriedade danos específicos – então o perpetrador violou os direitos do homem. E se o homem (ou um agente em seu nome) puder demonstrar que o perpetrador fez isso, então ele tem uma queixa contra o violador dos direitos e pode buscar justiça em um tribunal de direito.

Devidamente compreendido, o capitalismo é sobre como possibilitar as pessoas a agirem em seu próprio julgamento, e a manter, usar e alienar o produto do seu esforço. É sobre como impedir as pessoas de prejudicarem fisicamente as outras ou à sua propriedade. É sobre reconhecer e respeitar os direitos individuais. Em outras palavras, é sobre os requerimentos da vida humana em um contexto social.

O capitalismo é o único sistema social que permite que todos ajam plenamente de acordo com o seu próprio julgamento e, portanto, vivam plenamente como seres humanos. Nenhum outro sistema social da Terra faz isso. Assim, se a vida humana é o padrão de valor moral, o capitalismo é o único sistema social moral.

Enquanto o egoísmo racional orienta nossas escolhas e ações em busca de objetivos que servem à nossa vida e à nossa felicidade no longo prazo, o capitalismo laissez-faire protege os direitos individuais banindo a iniciação da força física das relações sociais. Os dois andam de mãos dadas. O egoísmo torna a existência humana possível; o capitalismo torna a coexistência humana possível. Citando Ayn –Rand: “Que virtude maior podemos atribuir a um sistema social do que o fato de que ele não deixa possibilidade para qualquer homem servir os seus próprios interesses escravizando outros homens- Que sistema mais nobre poderia ser desejado por qualquer pessoa cujo objetivo é o bem-estar do homem-” 7

Rand tem muito mais a dizer sobre direitos individuais e capitalismo; eu apenas toquei em seus princípios revolucionários a esse respeito. A Revolta de Atlas é uma ode ao capitalismo e aos fundamentos morais dos quais ele depende. E o livre de Rand Capitalism: The Unknown Ideal é uma série de ensaios que demonstram a natureza vital do sistema social e que derrubam as falácias comuns sobre ele. Para uma boa compreensão dos princípios do capitalismo, eu altamente recomendo os dois livros.

Refletindo sobre o que nós discutimos até aqui, a moralidade do egoísmo de Rand afirma que, a fim de viver como seres humanos, nós temos de perseguir valores que servirão às nossas vidas e respeitar o direito dos outros de fazerem o mesmo. Pondo de forma negativa: Nós nem devemos nos sacrificar para os outros – nem sacrificar os outros para nós mesmos. Um dos heróis em A Revolta de Atlas coloca sob a forma de um juramento: “Eu juro – pela minha vida e pelo meu amor por ela – que eu jamais viverei para o benefício de outro homem, nem pedirei a outro homem que viva para o meu”. Esse é um juramento pelo qual todos nós podemos viver. Mas, para isso, temos que repudiar a moralidade do sacrifício.

A moralidade do egoísmo de Rand é sobre viver e amar a vida. É a moralidade da busca de valores e da recusa de abandonar um valor maior em prol de um menor. É a moralidade da ausência do sacrifício. Não há qualquer razão para agirmos de forma autossacrificial, e é por isso que ninguém jamais deu uma razão para agir assim. Nem há qualquer justificação racional para sacrificar os outros, é é por isso que ninguém jamais ofereceu alguma também. Mas há uma razão para agir de maneira autointeressada: A sua vida e a sua felicidade dependem disso.

Pelo fato de que nós necessariamente operamos de acordo com um código de valores de algum tipo ao fazermos escolhas na vida – uma vez que a moralidade é inescapável- aqui está a alternativa que todos nós enfrentamos a esse respeito: Nós podemos aceitar passivamente uma moralidade através da osmose social – ou nós podemos pensar na questão por nós mesmos e decidir o que faz sentido em vista dos fatos observáveis. Nós podemos aceitar apelos à autoridade, à tradição, à opinião popular, à intimidação, e outros semelhantes – ou nós podemos insistir pelas razões a favor da moralidade que escolhemos aceitar. Em outras palavras, nós podemos contar com os pontos de vista e opiniões dos outros – ou nós podemos confiar no julgamento da nossa própria mente.

Isso nos leva ao ponto final que eu quero fazer esta noite – e o qual eu considero como o aspecto mais importante da ética Objetivista: o princípio de que você deve depender das suas próprias observações e do seu próprio uso da lógica, o princípio de que você não deve aceitar ideias só porque os outros as aceitam, o princípio de que você deve pensar por si mesmo.

Pelo fato de que a sua mente é o seu único meio de conhecimento e seu meio básico de alcançar os seus objetivos e valores, o egoísmo racional diz que – se você quer viver e ser feliz – você nunca deve abandonar a sua mente. Você nunca deve sacrificar o seu julgamento para alguém ou alguma coisa – seja a fé, os sentimentos, os amigos, seus pais, seus professores, ou Ayn Rand. E ninguém é mais intransigente sobre isso do que Rand. Como ela disse, “A mais egoísta de todas as coisas é a mente independente que não reconhece autoridade maior do que a sua própria e nenhum valor superior ao seu julgamento da verdade.” 8

Este é o princípio Objetivista da independência. Um pensador independente depende do seu próprio julgamento para determinar o que é verdadeiro ou falso, bom ou ruim, certo ou errado. Ele não se volta para os outros a fim de saber no que ele deve acreditar ou valorizar. Ele pode aprender com os outros – se eles são racionais e têm algo a lhe ensinar. Ele pode aceitar seus conselhos – se fazem sentido para ele. E ele pode ouvir seus argumentos – quando apresentam evidências para suas afirmações e procedem logicamente. Mas ele sempre faz o julgamento final por meio de seu próprio pensamento. Em relação a qualquer questão importante, ele se pergunta: “Quais são os fatos- O que mostram as evidências- O que eu penso-” Sua orientação primária não é em direção às outras pessoas – nem em direção aos seus colegas ou aos seus pais ou aos seus professores – mas à realidade. E o seu meio de avaliar a realidade é o seu próprio uso da razão.

Porque o egoísmo racional reconhece que a mente do indivíduo é o seu instrumento fundamental para viver, ela defende o pensamento racional, independente, como a essência de ser moral. Ao contrário do altruísmo, ele não lhe pede para aceitar seus princípios por fé ou porque os outros disseram isso. O egoísmo racional não é um dogma. Não é um conjunto de mandamentos ou de “imperativos categóricos” divinos para você obedecer.

Em um dos ensaios de Rand, ela conta a história de uma senhora negra que, em resposta a um homem que dizia que ela tinha que fazer isso e aquilo, disse-lhe o seguinte: “Senhor, não há nada que eu tenha que fazer exceto morrer”. 9 O egoísmo racional não diz que alguém tem que fazer algo. Ele diz apenas que se você quer viver e alcançar a felicidade – então você deve observar os fatos, usar a sua mente, perseguir os seus objetivos, não sacrificar valores maiores em prol de menores, defender o princípio dos direitos individuais, e assim por diante. Isso não é dogma. É lógica. É o reconhecimento da lei da causa e efeito.

E assim como a ética de Rand não é dogmática – ela também não é relativista. Ela é absoluta. É absoluta porque é baseada e derivada da realidade – dos fatos observáveis, das leis da natureza, dos requerimentos da vida humana.

Rand expôs o falso dilema dogmatismo ou relativismo. À luz da sua filosofia, já não somos mais confrontados com a horrível escolha entre a moralidade de Jerry Falwell ou a de Jerry Springer – a de Bill Bennett ou a de Bill Clinton. Nós conhecemos agora uma ética objetiva: uma ética que é secular, baseada na observação, comprovadamente verdadeira – e, o melhor de tudo, boa para você.

Se você quer viver uma vida maravilhosa, repleta de valores, você precisa de uma moralidade que apoia esse objetivo e lhe orienta a agir em direção a isso. Você precisa de uma moralidade que defenda o valor da ação racional, autointeressada, orientada a um propósito. O egoísmo racional é a única moralidade que lhe proporciona isso. Se você quer viver em uma sociedade onde você é livre para conduzir sua vida como você achar melhor – uma sociedade na qual ninguém, incluindo o governo, pode lhe obrigar a agir contra o seu próprio julgamento – você precisa de uma moralidade que conduza a esse objetivo. Você precisa de uma moralidade que forneça uma base para o princípio dos direitos individuais. A única moralidade que faz isso é a ética Objetivista.

O código moral aceito por você sustenta e molda tudo o que você faz na vida. Ele determina se você viverá uma vida rica de significado, realmente feliz – ou algo menor. E ele determina se você defenderá uma sociedade completamente livre e civilizada – ou um outro tipo de sociedade. Eu lhes dei apenas um breve esboço de ética de Rand. Há muito mais nela. Eu espero ter lhes inspirado a pesquisar mais sobre o assunto por vocês mesmos.

Eu lhes peço para examinar mais profundamente a moralidade que diz que você deve viver sua vida ao máximo e alcançar a maior felicidade possível. Usem o seu próprio julgamento para avaliar isso. Vejam se faz sentido para vocês. Leiam A Revolta de Atlas, que é uma fascinante história de mistério que traz no seu âmago o conflito entre altruísmo e egoísmo. Não apenas vocês descobrirão o que aconteceu aos produtores desaparecidos mencionados anteriormente; vocês também verão a ética de Ayn Rand dramatizada de formas que hoje causarão uma sensação de déjà vu. Ou, para uma introdução em não ficção do egoísmo racional, leiam o livro A Virtude do Egoísmo, também de Rand, que é uma série de ensaios que elaboram os princípios inovadores da ética Objetivista – ou o meu livro Loving Life: The Morality of Self-Interest and the Facts that Support It, que é uma introdução sistemática à ética.

Se você não for racionalmente convencidos pelos argumentos, então não os aceite. Sacrificar o seu próprio julgamento seria a coisa mais abnegada que você poderia fazer. Eu nunca iria defender tal coisa – e nem Ayn Rand iria. Você deve aceitar somente aquelas ideias que fazem sentido para você.

Mas se você estudar essa questão e for convencido – como eu acho que você será – então você poderá começar a viver sua vida plenamente de acordo com o único código moral que conduz a esse objetivo: o egoísmo racional – a moralidade que Ayn Rand tão apropriadamente chamou de “A Moralidade da Vida.”


Sobre o autor: Craig Biddle é editor de The Objective Standard e autor de Loving Life: The Morality of Self-Interest and the Facts that Support It, uma introdução sistemática e altamente concretizada à ética de Ayn Rand. Sua próxima obra, Thinking in Principles: The Science of Selfishness, é sobre como utilizar a mente da forma mais efetiva a serviço da própria vida, liberdade e felicidade. Além de escrever, ele é palestrante e apresenta seminários sobre questões éticas e epistemológicas a partir de uma perspectiva Objetivista. Biddle apresentou seminários em universidades pelos Estados Unidos , incluindo Stanford, Duke, Tufts, UVA, UCLA, e NYU. O seu website é www.CraigBiddle.com.

Link para o original: https://www.theobjectivestandard.com/issues/2012-summer/atlas-shrugged-ayn-rand-morality-egoism/

Obs: O texto original está protegido por direitos autorais. A sua tradução e publicação nesta página foi expressamente permitida pelo autor.


  1. Rand, Virtue of Selfishness, pp. 126. ?
  2. Rand, Virtue of Selfishness, pp. 108–10. ?
  3. Rand, Virtue of Selfishness, pp. 110–13. ?
  4. Ayn Rand, The Voice of Reason (Nova York: Meridian, 1989), p. 4. ?
  5. Ayn Rand, Capitalism: The Unknown Ideal (Nova York: Signet, 1967), p. 19. ?
  6. Rand, Capitalism: The Unknown Ideal, p. 19. ?
  7. Rand, Capitalism: The Unknown Ideal, p. 136 ?
  8. Rand, For the New Intellectual, p. 142. ?
  9. Rand, Philosophy: Who Needs It, p. 99. ?