A Número Um

Caloni, February 28, 2018

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Um filme feminista inserido no meio corporativo. É curioso observar esses homens de terno fazendo piadas e brincadeiras sexistas despreocupadamente conforme a personagem de Emmanuelle Devos vai galgando posições no pódio de poder. Ela é centrada, mas parece perdida. Para orientá-la estão as feministas em uma organização que possui os mesmos objetivos de qualquer movimento político social hoje em dia: representatividade. Elas não querem nada em troca, e Devos já faz uma personagem bem-sucedida. O objetivo é se tornar presidente de umas das maiores 40 empresas da França, e o blá-blá-blá político pode ser divertido se você está habituado com esse contexto, e mais ainda se o estiver na França. Dirigido por uma mulher baseada em um roteiro escrito por duas mulheres, o drama pseudo-tenso ganha contornos de novela que o tornam esquecível, embora não seja uma história irrelevante, mas muito boa. No pior dos casos saímos com uma lição de moral: o poder não está ainda distribuído com as mulheres porque corporações geram networking de favores e tradição. É uma causa de longuíssimo prazo. Estamos apenas vendo a borda de combate entre o antes e o depois.

A Número Um ● A Número Um. ● Nota: 3/5. Categoria: movies. Visto em cabine de imprensa pelo cinemaqui. Publicado em 2018-02-28. Texto escrito por Caloni. O texto de estreia será publicado no CinemAqui. Quer comentar?