O Império dos Sentidos

Caloni, June 3, 2019

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Meu amigo tem um conselho sobre mulheres: “arrume as vadias e fique longe das loucas.” Este é um filme pra quem gosta de putaria. Ele tem putaria do começo ao fim. É um homem comendo um monte de mulher, até que chega a novinha louca. Ele não tem um amigo como eu, e está condenado a ser sugado, literalmente e metaforicamente, pela japinha insaciável.

Um senhor cheio de gueixas, uma esposa generosa e uma amante ninfomaníaca fazem a história de Império dos Sentidos percorrer uma curva de aprendizado sobre sexo. Ambientado no Japão da década de 30, o mais curioso é que esse ato aparentemente podia ser praticado sem nenhum pudor na casa de alguém que tinha várias gueixas para servi-lo. Além disso, a própria gueixa-amante podia ir para outro senhor a possui-la em troca de dinheiro, no caso o diretor de uma escola.

Com uma personalidade estilo femme-fatale do sexo, Sada caracteriza uma mulher ninfomaníaca e impulsiva, possessiva ao extremo, ao ponto de proibir seu senhor de possuir sua própria esposa. Ela controla quando e como deseja ser possuída, o que geralmente é sempre e de todas as formas.

Tecnicamente o diretor Nagisa Ôshima possui um certo apreço estético, A cor vermelha simboliza várias coisas aqui, e começa a ser usado por Sada quando esta começa suas tendências sado-masoquistas. Ôshima está no final de sua carreira (irá produzir mais meia-dúzia de longas espalhados pelas próximas duas décadas) e parece ter tocado o foda-se para a indústria. E constrói um dos pornôs mais estruturados que você jamais viu.

O Império dos Sentidos ● O Império dos Sentidos. Ai no korîda (Japan, 1976). Dirigido por Nagisa Ôshima. Escrito por Nagisa Ôshima. Com Tatsuya Fuji, Eiko Matsuda, Aoi Nakajima, Yasuko Matsui, Meika Seri, Kanae Kobayashi, Taiji Tonoyama, Kyôji Kokonoe, Naomi Shiraishi. Texto original de 2010-11-13. ● Nota: 4/5. Categoria: movies. Publicado em 2019-06-03. Revisto em 2019. Texto escrito por Caloni. Quer comentar?