Ninokuni

2020-03-10 · 248 · 2

Uma animação dos Estúdios Ghibli recente, com distribuição Warner e Netflix. Os animadores juntam algumas cenas com computação para aumentar a resolução e construir exércitos de clones. O resultado é pavoroso. Felizmente são apenas alguns momentos.

Este filme é baseado em um vídeo game. Sua história é confusa e sem sentido, mas podemos ver suas origens em um Sword Art Online para adolescentes agitados. Também lembra e referencia o clássico D&D, ou Caverna do Dragão para os brazucas, com seu vilão que realiza morph com criaturas horrendas.

É um conceito que distrai mais do que sua história. Na meia-hora final há umas reviravoltas e a resolução de um enigma que ninguém percebeu que seria melhor que ninguém tivesse percebido, mesmo. É tanta vergonha que você desejará não ter assistido. É teen até o osso, é inconsequente e inocente no mal sentido. É um jogo de criança nas mãos de animadores competentes.

A vaga ideia de que existem dois mundos conectados pelas suas vidas se torna mais vaga ainda no final, e a pouca simpatia que tínhamos pelos adolescentes genéricos e estereotipados do começo irá passar rapidamente. Há violência e morte como forma de chamar a atenção, mas chega uma hora que nem isso funciona mais.

Ghibli pós-Miyasaki vira uma pastelaria de animações que não amadureceram para começar a ser desenhadas. O resultado se torna pior com experimentos em computação para agilizar o que não se deve nunca apressar: o desenvolvimento natural e orgânico de uma obra de arte.

"Ni no Kuni" (Japão, 2019), escrito por Akihiro Hino, dirigido por Yoshiyuki Momose, com Kento Yamazaki, Tucker Chandler e Ray Chase. Ê laiá, Netflix, zoando com os estúdio Ghibli. 2/5 · movie · 2020-03-10
Collective Mulan