Parasita

2019-12-21, 266 words, 2 minutes

Esse último trabalho do diretor sul-coreano é uma crítica social, e diferente do Hospedeiro, não é tão óbvio assim. Se trata de uma história mais complexa, que lida com questões sobre identidade em uma sociedade estratificada em basicamente duas camadas, ricos e pobres, e esta é uma análise de ambos. Começando pelos pobres, que se dividem em empregados e desempregados. Eles competem como selvagens por uma chance de subir na vida, e graças a uma amizade com alguém que passou na faculdade este rapaz consegue empregar a família toda na casa de ricos ingênuos e gentis. Por que ricos são assim é um dos questionamentos que essa família se faz no melhor momento do longa, pois é quando a questão finalmente se abre. Lidando com a história como um meio para se chegar em um momento catártico envolvendo uma faca onde Parasita encontra Coringa, mas dessa vez com a mensagem que o mainstream quer defender, Bong Joon Ho usa a relação vertical para estruturar todas as relações do filme. A família dos pobres vive no porão, e a casa onde trabalham fica no local mais acima da cidade, para chegar nela ainda se precisa subir uma escadaria. Todo evento no filme leva essa marca, como o que acontece quando chove. Este é um filme com boas atuações, mas a matriarca dos pobres se destaca. Os diálogos e situações possuem um pouco do que torna O Hospedeiro tão mágico na questão de fusão de gêneros, mas é sutil demais para relaxar. Se torna um filme tenso do começo ao fim, e o único descanso é a ação.

Parasita. "Gisaengchung (aka Parasite)" (Coreia do Sul, 2019), escrito por Bong Joon Ho, dirigido por Bong Joon Ho, com Kang-ho Song, Sun-kyun Lee e Yeo-jeong Jo. Consegui ver esse ainda no cinema. Nota: 3/5. Tags: movies. IMDB: 6751668. Publicado em 2019-12-21. Quer colaborar?