PHP Experience 2018 Dia 2: Críticas

Grades decepcionantes. O segundo dia do PHP Experience demonstrou pela qualidadade e teor das palestras pelo menos duas coisas: 1) a comunidade parece interessada em boas práticas e arquitetura (o que é ruim), 2) a comunidade parece mais interessada em “diversidade” que qualidade (o que é duplamente ruim).

As palestras que frequentei foram:

Construindo aplicações PHP com Twelve-Factor App

Uma lenta e dolorosa peregrinação teórica sobre boas práticas de como desenvolver e entregar software… até esqueci sobre que tipo de software. Acho que SaaS.

Persistência Poliglota, usando os bancos de dados certos de acordo com a sua necessidade

Uma DBA palestrando é uma coisa de louco. Parece que existe uma necessidade glorificada em analisar como usar o banco de dados para a melhor solução. A conclusão foi que se você souber usar seu cérebro você vai conseguir sair com a solução com qualquer banco de dados. Se você não souber programar entregue o problema para a DBA que ela vai te entregar uma solução com o melhor de cada. Mas vai ter que instalar e manter uns seis bancos diferentes.

Construindo uma suíte de testes para suas APIs

Palestra interessante, sugerindo algumas ferramentas. Mas no final das contas curl é mais que suficiente.

Projetando uma arquitetura expressiva

Uma das piores. A expressividade sugerida é apenas blá-blá-blá de negócios. Parece que a comunidade tem problemas frequentes com conversar com os clientes sobre a solução e são focados demais na programação e linguagem técnica. E a solução é usar uma metodologia whatever que é complexa e burocrática demais para entender e manter.

Comunicação entre sistemas - você está fazendo isso errado!

Acho que a única palestra simpática do dia, com Anderson Casimiro, da comunidade C/C++ Brasil. Casimiro nos dá um panorama real de como a comunicação entre sistemas evoluiu e como tudo é mais simples que parece do que a sopa de letrinhas que tivemos que engolir nas últimas décadas. Desde a passagem de informação via arquivo gerado em uma pasta até a API rígida e tipada do Facebook, passando por REST, o resultado é uma viagem no tempo que nos entrega várias opções interessantes de comunicação e as explica em um linguajar mais simples. A comunidade não pareceu responder muito bem, sem ter muita noção de humor técnico e deixando Anderson em uma saia justa que não correspondeu ao que ele esperava.

Happy Hour

Depois houve um show com uma banda chamada ElePHPants formada pelos apresentadores dos palestrantes durante o evento, um toque muito elegante. Som barulhento e regado a pouca cerveja, o iMasters é bom em arrumar local e uma estrutura básica e bem suportada pelo seu staff. A lotação máxima do evento indica que eles são muito bons de marketing.

Só falta agora a comunidade investir melhor em conteúdo.

Wanderley Caloni 2018-03-07

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