8 1/2 Mulheres

Este é um rascunho e está sujeito a mudanças.

Este trabalho do diretor e roteirista Peter Greenaway é um inventivo e desleixado trabalho de metalinguagem e tão poucas ideias que é como se tivéssemos adentrado na mente masculina de seu idealizador e não conseguíssemos mais sair. O único pensamento fixo desta odisseia de pai e filho que imita o tom onírico do filme referenciado de Felini (8 e 1/2) é conseguir ter essas nove mulheres (uma é anã). Após a morte da esposa ambos partem para esta redescoberta da vida, que envolve tirar a roupa em público e alimentar o vício de dizer esquisitices sem sentido. É um cansaço acompanhar a prepotência do cineasta, que se torna a pedra no sapato de boas atuações e um bom roteiro, que escolhe subverter a lógica de história fechada e ir delineando as relações entre seus personagens mais ou menos como a vida ocorre. É um filme-sonho que não atinge a dualidade que costuma acontecer em filmes-sonhos bem-sucedidos. Greenaway não deve ter nenhum sonho muito interessante para contar.

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