A Maldição da Chorona

Este é um rascunho e está sujeito a mudanças.

É um filme de sustos, com efeitos melhorados desde Mama, com efeitos de câmera que tentam fugir um pouco do lugar comum, como alguns planos sequência, a câmera tremendo seguindo as emoções da cena, atuação de um elenco-mirim acima da média (pontos para a presença espontânea de Jaynee-Lynne Kinchen), que tenta se inserir na saga Annabelle apenas por fazer parte de um universo onde o sobrenatural existe um dos personagens em comum: o padre que tudo vê. É uma trilha sonora afiada, embora sem imaginação, e uma direção de arte eficaz em unir cenários reais com ultra estilização geradas por computadores. Nunca somos apresentados à casa onde a ação ocorre, e portanto estamos sempre perdidos nela, e em uma aventura sem personalidade. Com o tempo a história, a maldição, se torna mero pretexto para um filme parque de diversões, casa do terror, mas é bem feito, ou apressado o suficiente para não pensarmos tanto. No começo ele esboça um tema a respeito de abuso infantil e famílias vulneráveis, mas nunca consegue desenvolver o suficiente, usando apenas como um aumentador das impressões da casa do terror. A mãe é intensa em defender seus filhos, e é uma viúva, mas é esperado de qualquer mãe essa garra, então ela também é genérica. O curandeiro tem a vantagem e a limitação de ter um ator de uma nota só (Raymond Cruz), onde o exagero na seriedade e afetação são alívios cômicos o suficiente. Elementos da maldição vão sendo acrescentados no terceiro ato, como a árvore onde foi cometido o infanticídio, e por isso não se torna tão relevante para o conjunto da obra, que tenta ser completa, mas acaba sendo mais um episódio da saga da boneca maldita e da produtora de James Wan, diretor de Invocação do Mal e a série Jogos Mortais.

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