A Mulher do Aviador

Wanderley Caloni, 2020-08-19

Meu prazer estético repousa nas tomadas secas de Éric Rohemer, em como ele observa essa Paris movimentada, a megalópole dos anos 80, as pessoas, os carros, os ônibus, táxis, parques, turistas, transeuntes. A vida na capital francesa não poderia ser mais diversa, nem tantos detalhes simultâneos capturados. Rohemer está ao mesmo tempo que contando histórias sobre relacionamentos pincelando, documentando, onde essas histórias são possíveis. Hoje é um documentário que repousa no acervo cinematográfico. De uma época e local bem precisos, sob o ponto de vista de quem conhece tão vem a liberdade afetiva desse povo.

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