A Pequena Jerusalém

Este é um rascunho e está sujeito a mudanças.

A Pequena Jerusalém é filme de judeu para judeu. Ele demonstra como é difícil para nós, gentios, infiéis, entenderem o que se passa na cabeça e nos corações desse povo que segue rituais arcaicos e valores bizarros dissociados da vida moderna em plena Paris. Um não judeu que o assista não terá a mínima empatia sobre a cultura e as pessoas que a seguem, o que por si só já explica o sentimento anti-semita de todo o resto do mundo civilizado.

Isso quer dizer que não nos importamos com o drama principal, que gira em torno de uma paixonite da caçula de uma família de judeus por um colega árabe. Ela trabalha como faxineira e estuda filosofia, mas é incapaz de limpar a mente e seguir sua auto-determinação de se tornar kantiana.

Este é um filme que deseja ardentemente desconstruir a ideia dos judeus como um povo atrasado e moralista. Portanto veremos esta linda atriz nua algumas vezes, mas os motivos pelos quais ela faz isso são ritualísticos, e mais uma vez ficamos de fora dos ensinamentos da sinagoga. Sua irmã mais velha sofre por não poder satisfazer o marido na cama, que arruma uma amante não-judia. Ela quer consertar o casamento conseguindo tocar a genitália de seu marido, desde que isso não fira os preceitos da Torá. Se você está captando as contradições dessa história está no caminho certo.

A Pequena Jerusalém é um filme lento e reflexivo que se esquece de desenvolver a empatia pela sua protagonista. Sua vida não parece tão complexa, pois apesar da paixão, a única coisa que ela perde são seus estudos. No meio termo aprendemos mais alguns rituais judeus durante o jantar em família, além dos ensinamentos da avó e os dramas internos do casal da casa. Não há algo para se focar, mas a mera observação serve como passatempo.

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