Akira

Assisti há mais de vinte anos. É um longa anime da década de 80. Assim como Evangelion admirado por fãs por ser velho. Diferente da história dos robôs gigantes, este tem algo a dizer. Seu universo de jovens em uma escola aos pedaços e gangues de motoqueiros é fascinante. Seus detalhes envolvendo terceira guerra mundial, olimpíadas e 2019 é profético. E não há como competir com a chuva de ácido lisérgico constante vindo em nossa direção conforme as sequências de ação vão se acumulando e escalando. É demais para nosso sensorial. Paprika talvez fosse mais modesto que isso. Akira é um soco no estômago se o estômago ficasse em nossos olhos e ouvidos.

A história é um Blade Runner misturado com distopia pós-apocalíptica, mas o núcleo do drama são questões eternas sobre a visão dos adultos sobre os jovens e vice-versa. A falta de perspectiva de uma vida neste Japão e sua Tóquio 2 é exaustivo. A luta dos guerrilheiros improvisados contra um status quo que não é completamente relevado é eterna e simbólica.

A revelação sobre Akira é apenas uma cereja em cima do bolo, e eu nem gostei da cereja. Gosto mais do que ela representa. Abaixo da cereja há momentos de ação tão bem desenhados em uma edição tão frenética que não existe opção ao espectador senão grudar na tela do primeiro ao último segundo. Depois conversamos sobre o que quer dizer Akira.

Wanderley Caloni, 2021-08-08 21:35:39 -0300

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