Alice in Borderland

Entendeu esse trocadalho? Quanta inteligência. Bom, essa é uma série que começa com uma edição excelente em seus primeiros minutos. Note como os três amigos e suas vidinhas são introduzidos em um piscar de olhos. Acompanhamos sua conversa online, andando no celular, e logo eles se encontram no cruzamento mais famoso de Tóquio, apinhado de gente. Meu Deus, é muita gente. O diretor quer nos mostrar justamente isso, pois minutos depois um incidente ocorre e você irá testemunhar um elegantíssimo plano-sequência, ou seja, uma cena com vários cenários sem cortes aparentes, uma corrida ao banheiro e seu retorno e vupt: todas as pessoas somem. Uma cena marcante, convenhamos. Principalmente pelo que vem a seguir: um trash adolescente sem pé nem cabeça.

Os três jovens entram em prédio porque um letreiro aparece falando que vai começar o jogo, coisa e tal. E então chega uma mina do nada, ela já sabe sobre o jogo, e ninguém estranha. Também não dá muito tempo, pois chega uma segunda mina pronta para morrer. Você olha para ela e está estampado em sua testa que ela veio só para mostrar que o jogo é real e pode te matar. "Oi. Nossa, cheguei bem a tempo de morrer. Que sorte!"

Então começa o jogo. Uma tensão bacana se constrói com a morte da minazinha, mas logo entra em cena esses roteiros que um autista descobre a fórmula para desvendar o jogo baseado em análises que ele tirou de um lugar que não posso falar aqui pois seria baixo calão até para este blogue, e não há nada que não-jovens possam fazer assistindo isso senão suspirar: mais um conteúdo descerebrado sem fim. Desisto.

Mas aquele plano-sequência foi marcante. Esse diretor precisa de um roteirista melhor.

Wanderley Caloni, 2021-10-12 12:38:30 -0300

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