Aparecida: O Milagre

Tizuka Yamasaki está acostumada a realizar trabalhos "globais" como O Noviço Rebelde, Xuxa Requebra e... arght! Lua de Cristal. Seus quatro roteiristas, incluindo Paulo Halm e Carlos Gregório, desenvolvem histórias como Pequeno Dicionário Amoroso, Guerra de Canudos e arght! Se Eu Fosse Você (1 e 2!). Aparecida, A Revanche Católic... quer dizer, O Milagre, é um filme maniqueísta (como deve ser) e cafona (como esperado), mas inesperadamente bem conduzido, que tenta desviar ao máximo da narrativa vergonhosamente novelística e se focar na mensagem mais importante do projeto: milagres são possíveis e é por isso que nunca devemos desistir da vida.

A trilha sonora, especialmente a de abertura e de fechamento (Ave Maria), são um grande ponto a favor, pois a despeito de ser usado em duas de três produções atuais, nessa em específico participa de uma forma folclórica na história, contemplativa. Indo pelo mesmo caminho, as imagens da Basílica de São Pedro são evocativas de uma época mais ingênua, além de servir de ótimo gancho turístico. Não se pode dizer o mesmo do playback do filme, que está em péssimas condições, parecendo uma dublagem do som dos próprios atores, além da interpretação do filho de Marcos.

Wanderley Caloni, 2010-12-19

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