Apenas o Fim

2011-07-31

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

Geralmente as condições em que ocorrem a produção de um filme não importam muito, e servem somente a título de curiosidade. Nesse caso, o diretor (e roteirista?) Matheus Souza, estudante de cinema ainda, conseguiu com a ajuda dos colegas o dinheiro necessário para realizar este longa ainda com 19 anos, o que se tornou um exercício de cinema no mínimo competente.

A história é interessante, pois estamos falando de um casal que acabou de terminar e está se despedindo. O filme oscila entre o presente e o passado, tratando do relacionamento entre eles logo após terminarem e passarem seus últimos momentos juntos (Antes do Pôr do Sol?).

Como um exercício de diálogos, o filme se sai extremamente bem, pois as frases criam sempre situações, lembranças e pensamentos que nunca se tornam enfadonhos. Mesmo assim, a situação mostrada não parece muito verossímil: um casal geralmente não termina seu relacionamento de forma tão educada. Porém, o próprio casal reconhece isso em alguns momentos, e é isso que torna a experiência mais humana e palpável.

Por outro lado, são visíveis as tentativas inseguras do diretor de nunca manter a câmera parada por muito tempo, o que é um truque “capturável” em vários momentos. Um pecadilho, é verdade, se considerarmos que, de uma maneira essencial, a história passa livre de muletas, e entretem e faz pensar na medida certa.

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