Arcanus

2020-07-20

Esta é a bodega orgânica da cidade de Cafayate (toda cidade tem suas frescuras). Minúscula a recepção, mas eles possuem um restaurante que funciona à noite (razoável). A visita turística não é muito empolgada nem completa, mas eles fazem o que podem sem estar na vinícola, mas muito próximo do centro da cidade.

Este é o vinho mais caro deles, deixado doze meses em barricas de carvalho americano e nove meses em carvalho europeu. Adquiri uma garrafa 2011 em 2017 em nossa primeira visita à região e ela ficou depositada na minha adega por mais três anos, até que acabaram-se os vinhos em reserva por causa da pandemia. Vamos a ele.

Primeiro o aroma complexo, buquê terciário lembrando óleos, e uma certa adstringência psicológica (jeito fresco de falar tânico) misturada com muita elegância. Não dá para comparar com nada já bebido antes porque esta obra de arte possui personalidade própria.

O sabor está quase sem álcool, que nesse estágio de envelhecimento apenas ajuda a esquentar a garganta e a boca. A combinação de azedo com amargo e frutas secas ou maduras é simplificar demais a experiência. Este é um vinho inesquecível. Ou faz muito tempo que não viajo.

Para compartilhar com empanadas feitas em casa ou aquele churrasco preguiçoso de domingo.

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