Bleach

2020-07-11

Apesar de ser de 2006 Bleach lembra animes dos anos noventa como Evangelion pela sua pegada intimista, mas que aos poucos revela ser desse século, mesmo, sobre as constantes divagações sobre nossa essência, em uma abordagem mais abstrata, embora não menos direta: há fantasmas bons e maus. Apresentada rapidamente, a trama é sobre esse jovem que consegue ver espíritos. A família cuida dos vivos em uma clínica e ele cuida dos mortos. É colocado em constante treinamento físico pelo seu pai que se preocupa em ensiná-lo a se defender e a suas irmãs, já que sua mãe se foi (pode haver algo aí na trama futura).

Ele encontra uma Ceifadora de Almas igualmente jovem e atraente, vestindo um estiloso uniforme padrão de samurai negro. Ela explica que busca combater os Hollows, não os Wholes. Há duas classes de espíritos, os primeiros se alimentam dos segundos, e ela parece trazer o equilíbrio a este mundo. Abatida no primeiro episódio, ela doa seus poderes para este jovem que agora ele próprio vira Ceifador de Almas. Toda a trama se explica rapidamente. Se trata mais de aventura e menos de drama, mas possui um certo fundo dramático interessante e necessário para que o anime não fique na superfície de lutas. Escolher dois gêneros e uma situação de igual para igual pode ir trazendo revelações de todos os lados enquanto as aventuras são vividas, sempre em torno dessa mitologia inicial criada.

Bleach é bem século 21, mesmo. Ele prioriza a poesia acima das questões mundanas.

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