O bom filho à casa retorna
Caloni, 2007-06-15 blogDepois de seis meses blogueando em um novo domínio, que seria totalmente focado em C++, descobri que não consigo viver escrevendo apenas sobre a linguagem em que programo. Não é que falte assunto. Simplesmente meu dia-a-dia nunca se resume apenas em regras de sintaxe e erros de compilação.
Por outro lado, aprendi muitas coisas novas desde o começo desse ano. Decorei novos comandos do Windbg, novos atalhos no Google Reader. E fiz outras tantas coisas novas também. Projetei um sistema de comunicação entre processos -- versão alfa, tudo bem, mas projetei. Decifrei o formato do banco de dados do dicionário Houaiss para poder usá-lo no Babylon. E por aí vai.
E por falar em escovação de bits, apresentei mais duas vezes aquela palestra sobre engenharia reversa. O curioso é que, em vez de eu aumentar o conteúdo da transparência, eu diminuo. Talvez isso seja uma ingênua tentativa de tornar a apresentação menos enfadonha e mais interessante para o público em geral, por mais leigos que eles sejam. Nessa última versão (3.0) cheguei a explicar o processo de análise dos cavalos de tróia dentro da Open Security, desde a descoberta da ameaça até a implementação da cura.
Depois de todas essas aventuras percebi que meus conhecimentos em C++ não aumentaram nem um pouco. Talvez um pouco, mas culpa da nossa fascinante lista de discussão sobre C++ aqui no Brasil, que esmera nos detalhes. Porém, por mim mesmo não aprendi nenhuma biblioteca nova do Boost. Não desenvolvi nenhuma artimanha nova usando templates e herança múltipla (obs: com uma perna só). Enfim, não aprendi nem fiz nada relevante com o tema C++ nos últimos seis meses.
E isso me leva de volta para cá, o cantinho de onde nunca deveria ter saído. Mas aprendi a lição. Estarei por aqui de agora em diante, pronto para escrever sobre o que fizer parte dos meus dias de programador. Não irei cair novamente nas ilusões de um pensamento purista e inadequado à minha realidade de escovador de bits "estamos aí para o que der e vier". Afinal de contas, a gente depura mas se diverte.