Ponteiros de método: conceito fundamental
Caloni, 2007-11-05 computer blogDiferente de ponteiros de função globais ou estáticas, que são a grosso modo ponteiros como qualquer um, os ponteiros de método possuem uma semântica toda especial que costuma intimidar até quem está acostumado com a aritmética de ponteiros avançada. Não é pra menos: é praticamente uma definição à parte, com algumas limitações e que deixa a desejar os quase sempre criativos programadores da linguagem, que vira e mexe estão pedindo mudanças no C++0x.
Três regras iniciais que devem ser consideradas para usarmos ponteiros para métodos são:
Visto isso, passemos a um exemplo simples, um chamador de métodos aleatórios, que ilustra o princípio básico de utilização:
#include <iostream>
#include <time.h>
class Rand;
typedef void (Rand::*FP)();
class Rand
{
public:
Rand()
{
srand(time(NULL));
}
FP GiveMeFunc()
{
return m_funcs[rand() % 3];
}
private:
void FuncOne() { std::cout << "One!\n"; }
void FuncTwo() { std::cout << "Two!\n"; }
void FuncThree() { std::cout << "Three!\n"; }
static FP m_funcs[3];
};
FP Rand::m_funcs[3] = { &FuncOne, &FuncTwo, &FuncThree };
void passThrough(FP fp)
{
Rand r;
( r.*fp )(); // <<-- this
}
/** No princípio Deus disse:
'int main!'
*/
int main()
{
Rand r;
FP fp;
fp = r.GiveMeFunc();
passThrough(fp);
}
Como podemos ver, para o typedef de ponteiros de método é necessário especificar o escopo da classe. Com isso o compilador já sabe que só poderá aceitar endereços de métodos pertencentes à mesma classe com o mesmo protótipo. Na hora de atribuir, usamos o operador de endereço e o nome do método (com escopo, se estivermos fora da classe). É importante notar que, diferente de ponteiros de função, o operador de endereço é obrigatório. Do contrário:
error C4867: 'Rand::FuncOne': function call missing argument list; use '&Rand::FuncOne' to create a pointer to member
E, por fim, a chamada. Como é a chamada de um método, é quase intuitiva a necessidade de um objeto para chamá-la. Do contrário não teríamos um this para alterar o objeto em qualquer método não-estático, certo? Daí a necessidade do padrão C++ especificar dois operadores especialistas para esse fim, construídos a partir da combinação de operadores já existentes em C:
Rand r; Rand* pr = &r; // [obj] .* [method ptr] ( r.*pMethod )(); // [obj ptr] ->* [method ptr] ( pr->*pMethod )();
Esses operadores obrigam o programador a sempre ter um objeto e um ponteiro. Daí não tem como errar. Infelizmente, devido à ordem de precedência, temos que colocar os parênteses em torno da expressão para chamar o método. Pelo menos fica equivalente ao que precisávamos fazer antes da padronização da linguagem C.