Dando cabo do WinDbg
Caloni, 2014-06-18 computer blogNa semana passada falei sobre a ideia de comentar algumas mudanças entre o Windows XP e o novo mundo Vista/7/8/ que fizeram com que adaptássemos algum código que obviamente não funcionaria mais. Falamos sobre a famigerada GINA (ou famiGINADA), e agora apenas vou comentar brevemente sobre o sistema de boot, que também mudou.
Na verdade, pouca coisa mudou, mas foi o suficiente para dar problemas na hora de usar o WinDbg. Tradicionalmente, o boot era gerenciado no Windows através de um arquivo localizado na raiz da partição ativa (configuração da MBR) chamado boot.ini. Dentro dele temos uma estrutura semelhante a um .INI (duh), onde a informação que vemos lá podia ser configurada nas configurações do Computador no Windows XP.
Hoje em dia esse arquivo nem existe mais, o que pode dar um friozinho na barriga ("caramba, não vai mais bootar!!"). Agora, para sistemas baseados em BIOS há uma pasta Boot na raiz e um arquivo chamado bcd. Para os mais moderninhos, baseados em EFI, ele fica na partição EFI. Ah, EFI é Extensible Firmware Interface, e faz parte da especificação da UEFI (Universal blá blá blá), mais ou menos um padrão que define como deve ser feita a comunicação entre hardware e sistema operacional.
Para a edição desse novo arquivo (ou partição) é necessário que seja usada a ferramenta BCDEdit no Windows. É ela que agora configura qual partição está ativa e, mais importante para escovadores de bits, qual pode ser depurada pela [porta serial] através do WinDbg.
Porta serial? Mas que coisa antiga, hein? Pois é, muita coisa mudou desde o Windows Vista, mas algumas coisas precisam permanecer... compatíveis.
Mas... se você precisar: