Boa Sorte

O filme de fotografia pálida e uma Débora Secco que faz sua persona do Twitter: desleixada. Combina com uma aidética. Ela paga peitinho, mas sabemos ser silicone. E ela nem liga. O rapaz é sortudo, está em um filme como protagonista e só precisa fazer cara de paisagem. Ver Fernanda Montenegro de relance é uma brisa, faz quase valer o filme um pouco mais. A história é daquelas de hospício, com os vistos como malucos da sociedade, mas acaba se revelando uma farsa, metafórico talvez, mas nunca original. No final acaba o papel do roteiro e alguns personagens ficam esquecidos. Ou o roteirista tem Alzheimer ou acabou o dinheiro das filmagens. Tem cena de violão e uma sequência de dança editada dentro dos corredores do hospício, como um video-clipe para fazer valer a pena pelo resto de marasmo.

Wanderley Caloni, 2022-06-25 21:49:41 -0300

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