Bob Esponja: o Incrível Resgate

Este é um rascunho e está sujeito a mudanças.

Certamente esta é a obra mais ofensiva ao legado de Bob Esponja. Não-canônica (explica as origens das amizades tudo errado) e apelando para sentimentos baratos com uma trama descaradamente copiada do filme original, "O Incrível Resgate" mantém alguns bons momentos do personagem aloprado e seus amigos, mas trai nossas expectativas em sequências inteiras no melhor dos casos desncessárias e no pior dos casos completamente contra a atmosfera da série animada original.

Por outro lado, a animação é admirável. Se trata de uma produção de alto custo, e os artistas digitais capricham muito nos detalhes, inserindo aqui e ali referências divertidas, mas mais do que isso recriando a Fenda do Biquini no formato 3D digital. E em certo momento somos levados para o deserto e uma cidadezinha deserta onde o bar está infestado de zumbis piratas, que é quando percebemos a falha: qualidade, mas não organicidade.

O uso de cores é absolutamente fenomenal. Você quer mastigar cada pedaço de cenário. Ou os próprios personagens. Bob Esponja e seus principais amigos estão bem caracterizados em 3D, com exceção da esquilinha Sandy, que com seu pelo arrepiado por dentro de um capacete está mais para um experimento falho de fantoche.

Mas este nunca vira um filme de fato. É um ou vários episódios da série juntos em uma aventura nada inspirada. Há longas sequências que não alteram em nada para a trama principal. Eles utilizam Keanu Reeves porque está na moda, e alguns fãs talvez até gostem dessa participação especial e magnética, mas não deixa de ser um artifício para arrecadar público de um projeto problemático. A mesma coisa para outras participações, como Danny Trejo e Snoopy Dogg. Este último foi criada uma sequência musical sem qualquer motivo.

No entanto, as músicas são muito boas, embora não se encaixem no que vemos na tela. O remix dos créditos finais do tema principal da série é um brinde a mais, por termos assistido a este assassinato do original. E ainda dedicam o filme ao criador da série, Stephen Hillenburg. É um clichê dizer isso, mas ele deve estar se revirando do túmulo.

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