Caça às Bruxas

2011-02-05

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

Nicholas Cage estreia mais um filme com feitiçarias. Depois do inofensivo Aprendiz de Feiticeiro, podemos considerar “Caça” como uma versão inserida histórica e politicamente em um contexto mais sério: a campanha das Cruzadas da época medieval e o extermínio de centenas (milhares?) de mulheres acusadas de bruxaria, enquanto a famigerada Peste matava 75% da população.

Com uma visão tanto realista quanto supersticiosa, o filme nos leva a uma pretensa ocorrência histórica e lendária: o momento em que a bruxa acusada de ter causado a praga deve ser levada aos monges para ser julgada por seus atos. A superstição das pessoas é explicada com uma fotografia sinistra que apenas se ilumina nos momentos finais do filme; até lá, temos a mesma impressão que as pessoas que vivem nessa época: a terra está amaldiçoada de um mal invisível.

Mas não só de males invisíveis o filme é feito. Com diálogos razos que apenas vão estabelecendo o convívio entre os participantes da jornada, o filme não-Disney não nos poupa de momentos tenebrosos, chegando ao ponto da competente maquiagem e som tornarem quase possível a crença em um ser demoníaco, e o medo que isso acarreta.

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