Chatô - O Rei do Brasil

Wanderley Caloni, escrito para Cinemaqui, 2016-03-15

O filme "Chatô - O Rei do Brasil", entre paralisações e processos na justiça, levou 20 anos para ser concluído. Uma vez lançado, pode ser facilmente resumido em uma palavra: bagunça. O ator televisivo Guilherme Fontes faz aqui sua estreia na direção e realiza um primeiro trabalho que já pode ser comparado a de Arnaldo Jabor em seu último: A Suprema Felicidade. Em ambos os filmes, há um misto entre cenas desconexas tentando extrair significado do nada, como se apenas a justaposição de diferentes tempos na vida do magnata Assis Chateaubriand e sua relação com figuras históricas -- entre elas Getúlio Vargas -- fosse rivalizar com a construção de personagem vista em "Cidadão Kane"; não funciona.
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