Cliente Morto Não Paga

2012-03-27

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

O filme começa com um horizonte de papelão e com uma chuva mais falsa que o próprio horizonte: está pronta referência dos filmes noir, gênero clássico que mistura um clima opressivo, uma fotografia escura e um detetive desiludido apaixonado por uma estereotipada femme-fatale. Nesse caso, o detetive é Steve Martin, que quando é enfocado pela primeira vez dispensa explicações sobre o teor cômico do filme: inebriado pelo tom solene dos filmes que homenageia, o detetive Rigby Reardon parece não perceber que é uma caricatura de ícones da história do cinema, que reencarnavam o mesmo personagem, mas sem sua desenvoltura cômica.

Na verdade, o aspecto de um filme noir é exatamente o oposto, e é isso que causa a maior parte da estranheza durante o longa. Ao misturar cenas de diversos filmes do gênero e seus atores-ícones, a história consegue se inserir de penetra nessa atmosfera mesmo em momentos hilários, como quando Martin pede repetidamente ao amigo “Humphrey Bogart” para usar gravata.

Engraçado mais pela situação do que pelas tiradas cômicas, ainda que elas existam moderadamente, Cliente Morto é uma mistura de dois gêneros que funciona parcialmente em ambos. Talvez o detetive de Martin não tenha envelhecido bem, como tantos outros noir fora de seu tempo.

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