Conto De Inverno

Este é um rascunho e está sujeito a mudanças.

Um dos filme da quadrilogia do proficiente Éric Rohmer (As 4 Aventuras De Reinette E Mirabelle), Charlotte Véry está leve e tresloucada em um papel de mãe solteira dividida entre três amores: dois presentes não lhe bastam, um ausente é sua razão de viver.

Este é um filme moderno, de relacionamentos abertos e uma mãe que, diferente das de hoje em dia, não vira serviçal de sua criança. Rohmer adota uma postura quase que relapsa na condução dos seus atores e das próprias tomadas, mas com isso ganha um charme e uma simplicidade que nos remete à vida cotidiana da capital da França ou da visão bucólica e vazia de uma cidade do interior. Com a narrativa em cortes rápidos a história pode avançar em cinco segundos, e com uma verborragia típica de intelectuais pode nos levar a discussões filosóficas cheias de conclusões, vazias de substância. São duas formas de passar o tempo.

Charlotte faz Félicie, uma mulher que viveu o grande amor e o perdeu por um lapso de memória. Este é o filme para descobrirmos com quem ela vai ficar no final, e a comédia surge quando descobrimos que ela toma grandes decisões depois de refletir por dois minutos.

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