Conto de Verão

2020-05-16

Éric Rohmer é o diretor dessa quadrilogia sobre relacionamentos, onde cada título se passa em uma estação do ano. O forte dos filmes desta coleção de contos é o quão realista é a abordagem. Rohmer nos coloca direto em cena, em um lugar movimentado e com pessoas reais. Os cenários possuem vida própria porque não devem nada ao que acontece lá fora. Seus personagens somos praticamente nós ou alguém que conhecemos. É menos um roteiro e mais uma percepção sensível de relacionamentos humanos.

Mas ao mesmo tempo que imaginamos estar vendo um documentário seu lado fantasioso começa a se desenrolar. O filme nos permite imaginar situações improváveis que nossa cabeça vez ou outra ponderou. Que jovem nunca pensou em si mesmo como capaz de atrair a atenção de mulheres em sua volta pelo simples fato de existir e estar passando pela rua? É na dinâmica entre o ambiente real e uma situação criativa que repousa a diversão desses filmes. Não conseguimos desgrudar os olhos porque é tão fascinante observar seres humanos sozinhos com seus problemas e situações que parecem bobas, mas que justamente por isso se torna leve, divertido e inconsequente.

Os diálogos criam tensão porque apresentam personagens mais interessantes do que na vida real. Essas garotas estão obviamente interessadas nesse rapaz, mas nunca entendemos por quê. Tudo não passa uma fantasia. Um Swimming Pool de comédia romântica. Uma brisa jovem que vem do mar apagar os corações mais atentos aos problemas de relacionamentos de quem começou a explorar o amor.

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