Crashing

2017-07-04 · 2 · 267

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

Eu já falei que a filmografia britânica é obviamente superior aos puritanos estadunidenses, seja no cinema ou em séries de tv. E Crashing não é exceção. Aliás, além de regra, é uma prova que, por contraste, besteiras como How I Met Your Mother já se beneficiariam só de serem produzidas na terra da rainha. A desvantagem dos ingleses é que suas séries são curtas demais.

Essa tem em sua primeira temporada seis episódios de meia-hora cada. Apresenta casais inusitados vivendo em um prédio abandonado. Seu núcleo é um triângulo amoroso previsível e mesmo assim divertido. Os personagens da série parecem não fazer muito esforço e naturalmente são divertidos.

Este é o velho clichê dos esquisitões cujas piadas funcionam porque a narrativa é menos importante que a interação entre as pessoas. O casal principal é formado por uma moça certinha e o namorado que já morou com sua melhor amiga como se ela fosse sua irmã (Phoebe Waller-Bridge, daquela comédia romântica com Simon Pegg), mas ela agora vem em busca de romance. Aquela crise do tempo perdido, sabe?

E daí de repente eles estão compartilhando uma parede, ela faz ciúmes pra ele com um gay enrustido que se mete na vida de um indiano e seu namorado perfeitinho. Além disso, é claro que temos uma francesinha-clichezona, artista, usa expressões na sua língua-mãe e é apaixonada por um tiozinho divorciado (Adrian Scarborough!), em uma correlação com o típico trauma de infância.

Crashing não é divertido de se descrever. Ele é mais vivo se assisti-lo. Então pegue o episódio piloto e assista. É curto. E dali em diante só melhora.

Crashing (United Kingdom, 2016). Com Phoebe Waller-Bridge, Jonathan Bailey, Julie Dray, Louise Ford, Damien Molony, Adrian Scarborough. · IMDB · Letterboxd · More Details · cinema · draft · series · Twitter ·