Cul-de-Sac

2020-06-01

Assisti dois terços. O DVD travou. É um filme preto e branco. Tem uma atriz francesa loira jovem que morreu jovem em um acidente de carro. As loiras jovens da carreira do diretor estão amaldiçoadas. É um filme com cara de autoral e independente, mas possui um elenco solto, de teatro. Ele perde a tensão por ter personagens fora da realidade. Fala sobre um castelo onde vivia um escritor no século onze e agora mora um pedante afeminado com sua amada. Eles são abordados por um bandido culto que se impõe para conseguir consertar um golpe que deu errado. Lembra um pouco a comédia de erros Fargo.

Assisti ao resto na Netflix caseira. Não deu para entender a proposta de Polansky. Seria um Trabalho de Conclusão de Curso? Conversa com os amigos (bêbado)? Enfim, essa loira e a esposa do Polansky rodaram jovens. Essa em um acidente de carro aos vinte e cinco. A outra em um ritual macabro com Marilyn Manson. Tarantino filmou como não aconteceu em seu último filme, Era Uma Vez em Hollywood. Tarantino também filmou como não aconteceu a independência americana em Os Oito Odiados. Ele se acha tão a sério como se fosse possível alguém odiar um de seus filmes. Quem dirá oito. Polansky também se leva, ou se levava a sério, mas apesar de ter mais gabarito infelizmente se envolveu com uma menor de idade, crime pior que assassinato em massa na América, e nunca mais voltou para o continente. Passará o resto de seus dias filmando histórias de injustiçados historicamente.

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