Depois da Vida

2012-01-15

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

Pense rápido: se você morrer hoje escolha de toda sua vida apenas uma memória para guardar para toda a eternidade. No filme de Hirokazu Koreeda, o mundo pós-vida possui um sistema de acompanhamento das pessoas que recentemente faleceram e cujo objetivo é exatamente esse.

A inusitada premissa se esforça por tomar o foco central da história ao mesmo tempo que se revela frutífera nos meandros desse sistema, narrando o processo da captura da lembrança do ponto de vista dos “subalternos” que tomam conta dos falecidos.

“Singelo do começo ao fim, representa uma bonita mensagem de esperança e auto-ajuda. Mas é só.”

Foi assim que eu terminei minha mini-resenha sete anos atrás. Mas hoje penso diferente. Toda a discussão que o filme elabora em seu pano de fundo sobre esse mundo idêntico ao nosso, com a única diferença dos mortos chegarem nesse lugar para serem arquivados, é uma filosofada das boas sobre o sentido da vida.

Mais do que isso, o filme em seu terceiro ato elabora uma reviravolta envolvendo dois funcionários desse lugar.

Mais do que isso, este filme é um semi-documentário, pois a maioria das pessoas que “morreram” no filme não são atores e foram entrevistadas de verdade para responderem qual o momento da vida que gostariam de guardar se morressem hoje.

O diretor Hirokazu Kore-eda foi um documentarista e se aventurou na ficção em meia-dúzia de filmes. Este é uma mescla de seus dois estilos e entrega mais realismo e profundidade usando pessoas da vida real.

E você, já pensou sobre isso?

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