Evangelion No More

2020-07-11

Cansei de Evangelion em meia-dúzia de episódios, apesar se seu ritmo ser agradável e suas personalidades femininas fascinantes. Além de ser um trabalho artístico deslumbrante para sua época. É uma pena que seu protagonista seja cria dos emotivos anos noventa, uma criança abandonada pelo pai, órfão de mãe e que se sente inadequado diante de lindas e maduras jovens. Seu pai é um insensível sádico que pode estar se vingando no filho pela perda da mãe. A figura feminina mais presente na trama também possui passado traumático. E é sobre robôs gigantes, claro, em um cenário pós-apocalipse de deixar qualquer nerd abaixo dos doze anos (ou acima se nasceu no século 21) babando. Há um certo charme misturado com infantilidade quando somos apresentados a este mundo. Mas ele se estende demais. Os animes e mangás japoneses quase sempre pecam por esgotar comercialmente suas fichas. Até aí nenhuma diferença de Hollywood. Exceto que temos a sensação de perder algo realmente único e mágico. Foi assim com Death Note, por exemplo, e Evangelion sofre do mesmo mal. Quer dizer, pelo menos artisticamente, já que houve vários spin-offs após a temporada original.

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