Fazenda Capoeira

Wanderley Caloni, 2020-05-05.

Fazenda Capoeira é um café doce, torra clara, pouca acidez e tons de caramelo aveludado. Pouca expressão após degustar, e parece enjoativo no final, mas sempre acabo passando uma nova caneca no meio do dia.

Voltando a assinar serviços de café, pois em tempos de quarentena os mercados locais estão escassos. Principalmente em grãos. Infelizmente no estoque da Grão Gourmet eles só tinham a torra média-clara para este mês, não meu favorito, mas foi bom rever cafés mais suaves depois de um tempo de Stabucks. Este da Fazenda Capoeira, lá em Areado (Sul de Minas), é um cem por cento arábica catucaí amarelo. Foi torrado em primeiro de abril. Ficou bem saboroso com vinte e poucos gramas moído fino-médio e passado na Aeropress com um minuto de espera, com rápido giro no final. O aroma não é tão presente quanto poderia se esperar desse tipo de torra, e o sabor é bem doce para quem está acostumado a tomar sem açúcar ou adoçante. Parece enjoativo depois da metade de uma caneca de um quarto de litro, mas acabei passando uma segunda vez no mesmo dia, o que contraria minha opinião dele ser enjoativo. Porém, estava com saudades de tomar café de verdade. Qualquer café de verdade. Já fazia uma semana que estava com a dispensa vazia, e como todas as coisas boas da vida, valeu a pena esperar.

Ele ficou bem saboroso com vinte e poucas gramas passadas na Aeropress com um minutinho em infusão seguido de rápido giro antes de empurrar o êmbolo. O aroma não é muito presente, característica desse tipo de torra, e o sabor é bem doce para quem está acostumado a tomar sem açúcar. Parece enjoativo depois da metade da caneca de um quarto de litro, mas acabei passando uma segunda vez no mesmo dia. Tomar meio litro de café do mesmo tipo meio que contraria a opinião dele ser enjoativo. Mas estava com saudades de tomar café de verdade. Já fazia uma semana que estava sem em casa. Valeu a pena a espera.

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