Gente Grande

2010-09-24

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

As piadas do filme parecem internas e da vida real (“você aumentou o número do sutiã?", pergunta Sandler para seu amigo recém-chegado que aparentemente engordou mais que ele, ou “dessa vez vc trouxe a mãe”, se referindo ao cachorro em seu carro), ou, pior: elas foram achadas pelo google. No entanto, aparentemente os realizadores do filme acham elas estupidamente engraçadas, pois estão sempre inseridas em momentos de clímax.

Por outro lado, o resto das gags é baseado naqueles momentos “videocassetadas” em que alguma pessoa se machuca fisicamente e as outras dão altas risadas, mesmo que essa pessoa seja seu próprio filho pré-adolescente e que você tenha jogado uma pedra nele com toda a força.

É claro que temos momentos inspirados em forçar o drama, como o momento em que a mesma mãe desmascara a fada do dente dizendo que ela mesma irá colocar um dólar debaixo do travesseiro da filha que acabada de perder um dente, ao som mais forte de trilha melosa.

É com esses ingredientes que a nova produção/roteiro de Adam Sandlers tenta construir uma história em que amigos de infância tentam reviver suas amizades, só que dessa vez na companhia de suas esposas, filhos (e filhas gostosas!) e sogra. E, acreditem ou não, ele até consegue caminhar nesse terreno arenoso sem se afundar por completo.

Mesmo que o filme se baseie provavelmente em um fim-de-semana que ele mesmo tirou com seus amigos, e que a rixa que existe com a outra equipe de basquete que enfrentaram quando eram apenas meninos fosse apenas uma desculpinha para juntá-los novamente pela morte do ex-treinador deles (em um funeral marcado pelo humor despreocupado, como se eles já estivessem lá para se encontrar, mesmo).

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