Happy Sugar Life

Wanderley Caloni, 2020-10-04

Essa série foca mais nas emoções e memórias de traumas passados por essas duas meninas. Ela se estende para todos os personagens, que pouco ou muito, passaram por transformações em suas vidas e precisam encontrar uma maneira de sobreviver a tudo isso. A animação segue uma lógica visual como em Madoka Mágica, mas fala de temas mais sérios do que a morte: a dor do passado.

Pais desajustados montam o plano de fundo do que vemos, e o que vemos é uma interpretação distorcida da realidade. As imagens, principalmente as luzes, formas e cores subjetivas, montam um esquema de emoções que acompanhamos compenetrados. É profundo demais para ser traduzido em palavras, embora o anime tente. Não consegue. As imagens são mais fortes.

Há algumas reviravoltas e a primeira temporada termina inacabada, insatisfatória, embora com um final, mas larga seus personagens no meio da jornada. Há temas bem fortes para o público infantil, embora seja um trabalho fofinho, de esperança, para todos que sofreram traumas no passado. Vale a pena acompanhar? É quase uma viagem experimental. Então perto da mesmice é claro que vale.

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