Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1

A sensação do final é de que poderíamos muito bem assistir muito mais. Isso porque, com transições equilibradas entre cenas de ação e de reflexão, as quase duas horas e meia não soam cansativas durante a experiência, que é ao mesmo tempo empolgante e visualmente emocionante.

Visualmente porque por boa parte da história temos paisagens grandiosas onde os três amigos se escondem, ao mesmo tempo que o enquadramento muitas vezes escapa a localização no quadro gigantesco de planícies que parecem não ter fim, com o objetivo de exaltar ao máximo o isolamento que estes vivem, em um contrastre quase absoluto com os anos passados, quando tínhamos centenas de alunos e professores convivendo em harmonia.

Uma coisa que logo salta aos olhos é o ambiente sombrio de todos os quadros, fechado em si mesmo, como uma névoa que se nega a exaurir, fruto da combinação exata entre a fotografia de pouca iluminação e da paleta pálida de cores usada pela direção de arte. Considerando o clima da história nesse momento, a escolha é com certeza correta, pois mais uma vez reforça o contraste com o que havia na primeira metade dessa longa história dividida em oito partes.

Wanderley Caloni, 2010-11-19

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