Ilha das Flores

Wanderley Caloni, 2020-04-15.

Esse curta passava na escola. Muitos de vocês devem lembrar. Eu me lembro. O que eu mais me lembro era o uso cômico das palavras. A cadência em definir o que é um ser humano, um porco, um tomate, e repetir essas definições, cria humor, uma quase conexão com o espectador, e ao final se torna intenso, choca e nos faz, ou deveria fazer, pensar na pobreza, miséria, etc. É um curta sociológico, do pessoal de humanas, e pode impactar crianças e pessoas de humanas. Mas por trás da emoção há Jorge Furtado e seu jogo de palavras em seu primeiro curta documental. É um roteiro esperto, dinâmico e didático. E enviesado. Aquelas questões que pairam no ar quando abaixo desse ar repousa um cérebro condicionado de humanas. Ainda assim, uma ótima reflexão. Reflete até hoje em nossos pensamentos. Quase parece que tem algo a dizer.

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