Irina Palm

2019-06-17 · 2 · 391

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

Irina Palm se passa em uma cinzenta Londres, no mundo real. A história é sobre como a geração dos nossos avós precisam arregaçar as mangas enquanto nossos millenials ficam chorando em um canto, inconformados com tamanha injustiça no mundo onde as pessoas devem se sacrificar pelo que acreditam.

Maggie é uma avó que quer que seu neto doente sobreviva aos pais fracos. Sem dinheiro para conseguir pagar pelo tratamento médico, ela encontra nos inferninhos da cidade um emprego em que ela precisa masturbar homens que colocam seus pênis dentro de um orifício. O único problema é que Maggie é uma viúva que teve apenas um homem em sua vida, e apesar de decidida ela precisa aprender a conviver com sua decisão.

Este é um filme que lembra mais uma fábula, simples e sem muitos empecilhos. Ele quer celebrar pessoas que fazem um trabalho bem feito, mas se esquece que na vida real existem obstáculos maiores. Ao ganhar fama e prestígio por suas punhetas bem dadas, ela ganha o nome artístico de Irina Palm e gera caos entre os medíocres, fazendo uma garota perder o emprego e um cafetão inconsolável (Predrag ‘Miki’ Manojlovic, orgânico) voltar a sorrir.

Ela também precisa lidar com suas amigas fofoqueiras e intrometidas que o roteiro coloca na história para que Irina saia por cima de todos seus círculos sociais. Eu respeito esse desejo de quebrar preconceitos, mas me afasto com a facilidade com que isso ocorre e toda manipulação para tornar o processo simples.

E isso de maneira algma é culpa de sua atriz, Marianne Faithfull, que curiosamente também é cantora. Faithfull possui as melhores expressões, entregues de forma cabisbaixa, e a melhor postura do corpo enquanto vai e volta do seu primeiro serviço na vida, com as mãos juntas segurando sua bolsa. Ela pendura um quadro em seu lugar de trabalho e arruma um avental. A fábula segue a música de um refrão só, um refrão bem feito, mas que não oferece nada mais, nenhum personagem interessante para colorir as ruas de Londres.

Agora, graças ao roteiro de Philippe Blasband (também pelo OK [Românticos Anônimos[(/romanticos-anonimo) todos reconhecem o sacrifício de Irina. Que boa avó que ela foi. Uma pena que a história se enfraqueça diante da força de sua única inspiradora personagem. Irina Palm em nossos sonhos. Como diziam os Beatles, “I wanna hold your hand”.

Irina Palm (Belgium, Germany, Luxembourg, United Kingdom, France, 2007). Dirigido por Sam Garbarski. Escrito por Philippe Blasband, Martin Herron. Com Marianne Faithfull, Predrag 'Miki' Manojlovic, Kevin Bishop, Siobhan Hewlett, Dorka Gryllus, Jenny Agutter. · IMDB · Letterboxd · More Details · cinema · draft · movies · Twitter ·