Jumanji

O filme original com Robin Willians tem a cara de um projeto comercial família que pega a onda das primeiras invencionices da década de 90 com computação digital. Também apresenta uma Kirsten Dunst surpreendentemente jovem se comparada à sua aparição no primeiro Homem Aranha de Sam Raimi.

O roteiro é farofa de família e consome tempo e paciência do espectador hoje em dia, mas na época que coloquei essa fita VHS no videocassete também estava impaciente até ver os grandes efeitos que criaram para a aventura do jogo de tabuleiro que traz criaturas da floresta para a fauna urbana decadente.

Quando você vê os macacos que eles criaram e o leão, é de morrer de dó. O filme envelheceu muito mal. Willians está no piloto automático com sua cara de pau carismática. Ele veste seus personagens como quem veste uma jaqueta para uma saída rápida à padaria na esquina. Não encontramos um centro emocional no filme, apenas caricaturas moldadas rapidamente para enfiar as destruições em massa das magias do tabuleiro.

Quando a coisa começa a engatar o roteiro nos puxa de volta para o tédio. O reencontro do personagem de Willians com seu severo pai é galhofa no ponto de vomitar. A criança que eu era quando assisti isso pela primeira vez não percebeu e nem tinha problemas de carência afetiva com os pais, mas o adulto que hoje lhe escreve entender que este já era um filme insuportável na sua geração de adultos, e agora é insuportável e velho.

Wanderley Caloni, 2021-07-31 22:34:02 -0300

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