Jumper

2011-04-27

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

Em vários momentos de Jumper, principalmente na sua conclusão, podemos quase sentir o desperdício quase completo de uma boa ideia para um filme mais intrigante do que se transformou na realidade.

Apesar de vermos, por exemplo, alguns cortes “inovadores”, em que o personagem com poderes avança vários metros à frente da calçada e a câmera faz uma mudança de foco dele para ele mesmo, e ainda que algumas cenas de ação sejam extremamente efetivas, como a perseguição de um Jumper pelo outro através dos lugares que este vai, não há nada mais vazio que a razão de ser dos paladinos, que acabam por representar, em seu máximo, uma desculpa boba para ação.

Fora isso, temos um par romântico que chega a fazer frente ao casal apaixonado de Transformer, dada sua futilidade para a história e a falta de uma evolução significante nos personagens para que sequer existe, mais uma vez, um sentido dessa relação ser contada.

Não contente em nos jogar simplesmente para uma conclusão simplista, temos aí uma dupla decepção, com o final com a mãe, que mais deixa questões do que resolve, e o desfecho com o paladino-mor, tão infantil, mais uma vez, do que o desfecho do próprio Transformers.

Sem contar a falta de imaginação, pois os dramas dos dois únicos Jumpers vistos no filme são semelhantes demais, dando a impressão que o que os faz serem assim são o problema com os pais.

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