Kedma

Amos Gitai é o mestre sionista em criar merdas colossais. Desde sua obra mais odiada, Carmel, que foi aplaudida na sessão da Mostra onde o vi porque o dito cujo estava presente, tenho uma afeição pelo diretor. Ele possui um certo charme em ser desafiado intelectualmente e por exacerbar o drama de seu povo em filmes repletos de simbologias vazias e mensagens secretas para quem conhece a desprezível cultura. Assim como ciganos são tradicionalmente mal vistos pela sociedade mundial, Amos consegue gerar a mesma sensação pelo seu povo, o que talvez seja o efeito contrário do que ele espera. O que comprova mais uma vez que apesar de tecnicamente soberbo, suas obras estão imbuídas de uma moral duvidosa. Quiçá odiosa.

Wanderley Caloni, 2022-06-25 21:49:59 -0300

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