Leitura: How Technology Hijacks People’s Minds from a Magician and Google’s Design Ethicist

2019-06-20 · 2 · 335

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

How Technology Hijacks People’s Minds – from a Magician and Google’s Design Ethicist, de Tristan Harris, foi uma leitura inicial que o SendToKindle cortou, mas pretendo ler o texto completo.

  • Como filósofo, Tristan observa a mudança tecnológica através de algum parâmetro palpável, e usa para isso, mesmo sem querer, a praxeologia. Quando ele diz que as pessoas preferem entre checar o email em cinco segundos ou esperar na fila sem fazer nada elas preferem a primeira opção, ou entre ouvir um podcast de meia-hora sobre um assunto que elas gostariam muito de saber ou andar por 30 minutos em silêncio elas também escolhem a primeira opção.
  • Ou seja, pessoas escolhem a opção tecnológica que irá lhes trazer mais benefícios do que o estado de entediado. Porém, esta possibilidade tecnológica é um substituto da realidade como ela é, e a consequência disso é que as pessoas começam a ter menos paciência para a realidade quando comparado com a satisfação instantânea garantida pelos seus celulares. É um feedback positivo que tende ao infinito.
  • Ele também compara a indústria da atenção com a de alimentos, que manipula sal, açúcar e outros condimentos para assim manipular nossa tendência a esses sabores, com a diferença que a indústria da atenção manipula nossa tendências inatas para reciprocidade social, aprovação social, comparação social e busca por novidades. Tudo isso está embutido em nosso DNA e se reflete como comportamento de nossa espécie.
  • “And because reality can’t live up to our expectations, it reinforces how often we want to turn to our screens. A self-reinforcing feedback loop.”
  • Assim como um mágico, que se aproveita dos pontos cegos das pessoas para realizar o truque, a tecnologia utiliza pontos cegos para modificar nossa percepção sobre o que estamos decidindo.
  • “Once you know how to push people’s buttons, you can play them like a piano.”
  • A consequência disso é, por exemplo, alterar a percepção de um grupo sobre “encontrar um lugar para continuar a conversar” para “encontrar um bar com boas fotos de coquetéis no Yelp”.
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