Megamente

Uma troca de papéis eficiente que faz repensar a dicotomia do bem contra o mal, ainda mais que hoje em dia, em que mais pessoas se livram das superstições antigas (religiões) que pregam essa dicotomia como algo inerente à existência, o filme transporta essa realidade para uma animação leve, mas que esconde algum drama mais complexo, quase que existencial.

Mas mais do que uma crise interna sobre um auto-aclamado vilão, o filme discute até mesmo a necessidade dos dois lados para que exista esse conflito eterno e a vida tenha mais graça para ambos os lados, e diferente de Meu Malvado Favorito, isso fica mais visível quando até mesmo o relacionamento herói-mocinha se converge para o lado do mal.

A caricatura de Marlon Brando é óbvia, engraçada e necessária em um filme que trata do caráter dos super-heróis e dos vilões, e não deixa de ser divertido que quem exatamente se disfarça dessa caricatura de mentor é o próprio Megamente, representante máximo da vilania.

Wanderley Caloni, 2010-12-03

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