Nosso Lar

2010-09-03

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

Nosso Lar é um exercício de paciência para quem assiste, sempre em busca de um motivo de sermos levados aos mundos idealizados pelos espíritas, procurando algo pelo que torcer, algo por esperar ou acompanhar. Mas é difícil manter esse ritmo quando nunca enxergamos o fio condutor de alguma narrativa, por menor que seja.

É nesse clima que ocorre um dos primeiros filmes com um trabalho de direção de arte mais complexo que o que geralmente vemos no cenário nacional. Por outro lado, todo esse trabalho é tão vazio quanto a história, sendo uma pena tanta competência em distinguir os três mundos vistos (a terra, em sua fotografia saudosista, justamente pela narrativa seguir a primeira metade do século passado; o umbral, com seus lamaçais irradiados por um roxo tenebroso e sombrio (note a quebra das cores no primeiro corte do nosso lar para esse mundo, quando a câmera desce em direção ao tenebroso); e o nosso lar do título, um lugar claro, com predominância do branco , acompanhado por uma trilha sonora que beira o… tédio) seja recompensado pela falta quase completa de tensão do começo ao fim.

Para variar, como toda cinegrafia de um filme espírita, há uma lição de moral baseada no além-vida. E, também para variar, essa lição toma contornos bíblicos com uma moral “obedeça ou verá”, sem nenhuma tensão que a faça se tornar minimamente memorável depois de acabar.

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