Amor e Outras Drogas

2011-02-05

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

Jake Gyllenhaal mostra que não sabe apenas fazer um romance caubói gay. Em um filme recheado de diálogos interessantes (síndrome do pênis menor que do irmão), orgânicos (“você diz uma coisa e seu corpo diz outro”) e piegas (“eu gosto de ouvir sua voz”), a atuação do trio principal encanta em um filme que não nos leva muito longe do lugar-comum, que no caso é um romance melodramático.

Com o uso eficiente das câmeras (em planos abertos que vão se fechando conforme a intimidade do casal principal aumenta) e da própria narrativa (note como o contraponto do irmão de Jamie, alívio cômico, não interfere nas cenas), o filme ainda discute um pouco da venda de remédios da felicidade (Prozac) e do próprio prazer sexual (Viagra), e tenta inseri-los na trama com algum sucesso, mas ainda voa baixo perto do esplêndido O Amor não tem Escalas.

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