O Caminho Para El Dorado

Esta simpática, falha, curiosa animação da DreamWorks foi feita antes de sua popularidade com Shrek, na mesma época que Disney definhava com produções com estética semelhante e histórias batidas, como O Corcunda de Notre Dame até Atlantis.

Tudo é ligeiramente pior que uma produção Disney, seja roteiro, direção ou canções. Porém, não se torna exatamente ruim.

Os efeitos de água estavam em alta, nessa junção entre desenhos tradicionais e computação, e isso se torna uma distração fora da história, que é sobre uma aventura em busca do tesouro perdido de El Dorado na época das conquistas espanholas.

Dois brancos, um loiro e um moreno, são trambiqueiros e acabam caindo justamente na ilha onde repousa o tesouro nas mãos de uma tribo que lembra os pré-colombianos, mas mais atraentes. Especialmente as mulheres.

Aliás, Disney nunca colocaria tantas curvas em uma personagem feminina nem tiraria tanta roupa de seus personagens, nem sugeriria atos sexuais tão facilmente quanto aqui, o que é um ponto positivo. Eles fazem ela se mover de maneira lasciva, o que a torna uma mulher mais real. Talvez tão real em alguns momentos em que ela move seus quadris com suas curvas generosas que apenas em Frozen isso foi equiparado com Elsa tirando suas presilhas de cabelo. E Elsa sequer tem curvas memoráveis.

Aa canções não são cantadas pelos personagens, mas por Elton John, que escreveu as músicas e narra o filme. A trilha é composta por Hans Zimmer.

Os créditos finais são bem mais interessantes que hoje em dia, com a lista de artistas distribuída por personagem.

Wanderley Caloni, 2021-05-28

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