O Discurso do Rei

O uso de lente claustrofóbica para identificar o nervosismo e o sentimento de aflição do protagonista. Ao final, troca-se essa lente por outra em que o cenário finalmente se abre horizontalmente, o rei respira, o povo está em paz. Há o uso da câmera subjetiva em boa parte do tempo, que acompanha o rei pelas costas, ou, no caso inverso, com artifícios em seu caminhar que nos causam tontura. Os discursos que são interrompidos pela gagueira nunca continuam, e são cortados para uma cena de reclusão, o que aumenta significativamente o discurso final. O enquadramento do rei fica predominantemente do lado esquerdo da tela, em posição de subjulgado pela ação. Isso apenas muda nos momentos decisivos e finais da história.

Wanderley Caloni, 2011-11-02

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