O Dragão Chinês

2016-01-07

Este ainda é um rascunho publicado prematuramente e está sujeito a mudanças substanciais.

The Big Boss, ou O Dragão Chinês (??), é um dos primeiros filmes de Bruce Lee no estilo Hollywoodiano, mas que mantém uma estrutura típica dos filmes de artes marciais: subir em escala até atingir o chefão.

Com uma trilha sonora embaraçosa e um ritmo de cena nem sempre adequado, O Dragão Chinês consegue oferecer uma lição de moral sem se esforçar muito: como o poder muda a visão das pessoas. No começo o jovem Cheng Chao-an (Lee) vem com seu tio que o traz a seus primos para que trabalhe com eles em uma fábrica de gelo. Um deles, o sempre solícito Hsiu Chien (James Tien) é gentil e justo com todas as pessoas, além de lutar muito bem. A vida na casa de seus primos é muito agradável, mas o problema parece rondar a fábrica.

Cheng prometeu ao tio que não lutaria para não entrar mais em encrenca, mas quando perde o amuleto, a fera está solta. A história dá uma guinada sensacional depois dali. Cheng, depois de se mostrar um exímio lutador, é promovido a capataz, e logo todo o grupo se esquece do desaparecimento de Hsiu Chien. Essa é a lição que é facilmente aprendida. As expressões nos rostos dos atores é manjada, inclusive de Bruce Lee, mas independente da estrutura, a história e as cenas de ação compensam em muito, pois tirando as montagens com facas, são reais, e editadas com uma energia inebriante.

Note, por exemplo, a luta final. Conhecemos o poder de ambos os oponentes, e mesmo que um carro ou um ônibus passe na estrada logo atrás nos distraindo, a concentração dos lutadores é imensa, tornando difícil não se interessar pelo desfecho da história.

Sem colocar meios-termos no filme, temos nudez feminina e a morte de uma criança. Isso só acrescenta ao realismo do trabalho do diretor Wei Lo (ajudado por Chia-Hsiang Wu, embora não apareça nos créditos). E realismo é o que falta hoje em dia, no mundo do digital. Que belo trabalho de coreografia disposta em uma história clichê, mas que se torna poderosa quase que naturalmente.

link cinema draft movies