O Lorax, em Busca da Trúfula Perdida

O Lorax parte de uma premissa bonitinha e se esquece que em um roteiro, mesmo de animação, há muito mais do que piadinhas isoladas e ótimos efeitos visuais. Tudo começa com Ted, jovem morador de uma cidade feliz por ter conseguido dominar o plástico como solucionador de todos os problemas. A consequência é que a única forma de vida existente na cidade são seus moradores humanos; nem gatos ou cachorros têm vez. Querendo conquistar a garota dos seus sonhos, Ted parte em busca de uma jornada para conseguir o que não existe mais na paisagem onde mora: uma árvore.

O garoto precisa ouvir a história que um velho que mora isolado em um lugar inóspito a respeito do que aconteceu com ele e com as árvores que outrora encantavam o vale, assim como criaturas fofinhas e ignorantes da presença humana no mundo.

Misturando flashbacks de uma história cativante a respeito da natureza e como a encaramos hoje em dia e a mais fraca história inicial, Lorax consegue entreter justamente onde não termina, e a maior prova é os idealizadores da história colocarem o título do filme para um personagem que não participa ativamente dos acontecimentos em sua volta, nem é determinante em nenhum ponto crucial. Além disso, as músicas colocadas em torno da história soam muito artificiais e em determinado momento acusam justamente a falta de lógica para as resoluções finais.

De qualquer forma, é sempre bom poder ver ideias novas de uma outra produtora que não seja a Pixar ou a Dreamworks, e nesse ponto podemos dizer que a criadora de Meu Malvado Favorito vem avançando em qualidade gráfica. Esperamos apenas que um dia suas histórias sejam tão fascinantes diante das principais rivais.

Wanderley Caloni, 2012-04-02

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